INICIATIVA

Mulheres das casas de apoio do Hospital do Câncer recebem turbantes

Os itens foram pintados por crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e distribuído por servidores dos Cras

Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado 8 de abril, servidores do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) da região do Turu fizeram, na tarde da última terça-feira, 3, uma visita às mulheres e crianças das Casas de Apoio do Hospital do Câncer Aldenora Belo. Na ocasião foram realizadas oficinas de turbante e maquiagem, além de esclarecimentos sobre os serviços que podem ser encontrados nos Cras. Durante a ação foram distribuídos 30 turbantes pintados pelas crianças e adolescentes na faixa etária de 6 a 17 anos do SCFV e proporcionou a melhoria da autoestima das mulheres.

A iniciativa dos servidores da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), foi acompanhada por um grupo de cinco crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e instituições conveniadas.

“Este é um momento muito importante para o nosso público, pois esse tipo de ação proporciona uma experiência diferente da rotina das atividades, despertando neles o sentimento de solidariedade e compressão com o outro. A orientação do prefeito Edivaldo é que possamos ir além dos muros da instituição, e o Serviço de Convivência tem promovido diversas atividades com esse objetivo”, explicou a gestora da Semcas, Andréia Lauande.

A Fundação Antonio Dino mantém duas Casas de Apoio, sendo uma para crianças e outra voltada para mulheres. A coordenadora dos espaços, Alice Jorge Dino, explicou que as casas têm capacidade para atender 47 pessoas. “Ações como essa somam-se às nossas e ajudam a tirar essas pessoas da rotina delas, socializar, parar de pensar um pouco na doença e melhorar sua autoestima”, afirmou.

A aposentada Maria do Socorro Oliveira, de 59 anos, chegou na Casa de Apoio no dia 21 de março. Descobriu o câncer de mama há dois anos. Já realizou cirurgia, quimioterapia e agora enfrenta a radioterapia. “Estou fazendo todo o meu tratamento por aqui. Posso dizer que não queria muito vir pra cá, mas tenho achado bom, pois somos companheiras e nossas tardes ficam mais alegres com atividades como essa”, disse.

O 8 de abril foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para contribuir na conscientização da população mundial sobre o câncer. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019.

Casas de apoio

As Casas de Apoio abrigam pacientes provenientes do interior do estado em tratamento contra o câncer e ficam próximas ao Hospital Aldenora Bello. Nos espaços, são fornecidas alimentação, transporte, medicamentos, roupas, brinquedos, cestas básicas, além de apoio psicológico e pedagógico.

Serviço de convivência

Em São Luís, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) atende mais de cinco mil pessoas organizadas em 224 grupos distribuídos em 60 bairros e conta com a parceria de uma rede socioassistencial constituída por 58 entidades conveniadas.

Carla dos Santos, 10 anos, frequenta o SCFV há 3 anos, por meio Instituição Terra Livre, conveniada com a Semcas. Ela disse que é a primeira vez que participa desse tipo de atividade. “Eu ainda não tinha vindo. Acho importante porque podemos conversar com outras crianças e trazer esperança pra elas”. Também participou da ação a Insituição Conveniada Santa Rita.

O serviço é desenvolvido nos equipamentos sociais da Semcas, com atividades no contraturno escolar nas áreas referenciadas de Cras, Casa do Bairro, Centro de Convivência da Vila Luizão e Circo Escola e compreende atendimento a quatro grupos por faixa etária: crianças até 6 anos; crianças de 6 a 15 anos; adolescentes de 15 a 17 anos; e idosos.

O objetivo é fortalecer as relações familiares e comunitárias, promovendo a integração e a troca de experiências entre os participantes, possuindo caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação dos direitos, como forma de enfrentamento para a vulnerabilidade social.

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