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“A gente tem medo, mas não tem pra onde ir”, diz moradora de Marajá do Sena

De acordo com a Prefeitura de Marajá do Sena, não houve vítimas e nem desaparecidos, apenas danos materiais. Foram, ao todo, 200 famílias atingidas

“A gente tem medo, mas não tem pra onde ir”, diz moradora de Marajá do Sena

Depois que fortes chuvas atingiram o município de Marajá do Sena na madrugada desta sexta-feira, 30, pelo menos 120 famílias estão desabrigadas e perderam seus pertences. A população segue sem saber o que fazer e busca reparar os danos. De acordo com populares, as cheias do rio são comuns em época de chuva, mas esta foi a primeira vez que houve alagamento nas proporções vistas esta semana.

Apesar do receio de novas enchentes, muitos não possuem a opção de sair do local. “A gente tem medo, mas não tem pra onde ir. Nunca tinha acontecido desse jeito”, conta a moradora Francinete Gomes, que perdeu móveis e produtos de um depósito da família. Ela explica que ficou ilhada fora de casa, e só conseguiu retornar por volta das 6h30 do sábado, 31.

A medida em que o nível da água subia, o desespero aumentava. Moradores afirmam que em diversos casos tiveram que quebrar muros de casas e portões para driblar a correnteza. “Eu tive que correr ligeiro pra não morrer. A água veio muito forte”, conta o morador Evandro Santos. “A gente vai trabalhar pra ver se recupera. Quero manter aqui“, aponta.

Danos materiais

De acordo com a Prefeitura de Marajá do Sena, não houve vítimas e nem desaparecidos, apenas danos materiais. Foram, ao todo, 200 famílias atingidas. Equipes de saúde, da Caema, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes) fizeram uma força tarefa para prestar auxílio às famílias.

O município, distante 368km de São Luís, está em estado amarelo, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Mais duas cidades maranhenses – Pedreiras e Trizidela do Vale – estão sendo monitoradas por conta do constante aumento do nível do rio.

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Juliana Ribeiro
Juliana Ribeiro