CONTRA O CÂNCER

Durante quatro anos, Humberto Coutinho lutou contra câncer agressivo

Ele perdeu a guerra de quatro anos contra um agressivo câncer no intestino, contra o qual usou de todos os recursos médicos disponívei

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Em 2014, quando disputou o atual mandato de deputado estadual, ele já vinha lutando contra o câncer de intestino, um dos mais agressivos. Foi uma batalha incansável pela vida, que chegou a surpreender até os médicos que cuidaram dele em São Paulo, Teresina e São Luís. A cada agravamento da situação, era seguida de uma reação, na cujo revés qual ele sempre demonstrava enfrentar com força, ao lado da Cleide Coutinho, também médica.

O “Grandão”, como era apelidado, chegou a passar longos meses, em 2016, colostomizado, mas sem deixar de exercer suas funções na Alema e resolver, no diálogo, as divergências no plenário, entre os governistas e oposicionistas. Nenhum parlamentar ousou desafiá-lo ou dizer algo visto como desrespeito. Ele manteve postura retilínea com os demais poderes e sempre tinha a esposa Cleide Coutinho ao seu lado.

O nome do deputado chegou a ser cogitado como pré-candidato a senador na eleição deste ano, na chapa de Flávio Dino. Porém, ele mesmo se encarregou de desfazer os boatos. Seria candidato a novo mandato estadual, pois nunca alimentou a ideia de morar em Brasília e se afastar de sua cidade. Não alimentava a ideia do vai-e-vem de avião, entre a capital federal e o Maranhão.

Em março de 2015, logo depois de empossado, Coutinho se licenciou da Alema para se submeter a mais uma cirurgia em São Paulo. De lá para cá, em outras oportunidades, ele passou o comando do legislativo ao vice, Othelino Neto. Em novembro passado, familiares do deputado pedetista emitiram nota, dirigida aos “amigos, à população de Caxias e do Maranhão, que o Dr. Humberto Coutinho encontrava-se em Caxias para dar continuidade ao tratamento de um quadro infeccioso e, por determinação da equipe médica”. As visitas ficaram, portanto, restritas aos familiares. O quadro ficou alternando entre melhora e piora, até a morte. O sepultamento foi ontem em Caxias.

Guerra perdida
Ele perdeu a guerra de quatro anos contra um agressivo câncer no intestino, contra o qual usou de todos os recursos médicos disponíveis. Sua partida, aos 71 anos, se deu no melhor momento da carreira política – chegou a ser apontado como pré-candidato a senador com chances de eleição. A morte abre, portanto, um enorme vazio no universo da política maranhense e na sua família, da qual dividia a liderança com a esposa, a médica e ex-deputada estadual, Cleide Coutinho, que a conheceu ainda na faculdade, em Salvador.

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