Desde que ações criminosas foram iniciadas na quinta-feira, dia 19, mais de 50 pessoas foram presas, a maior parte, segundo a Secretária de Segurança, estava envolvida nos ataques. Além de policiais embarcados nos ônibus, foram realizadas blitzen, incursões nos bairros e a captura de procurados pela Justiça.
Até o final da tarde deste domingo, não havia nenhum registro de novo incidente com os veículos do transporte coletivo da Região Metropolitana de São Luís, segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Isaías Castelo Branco. Por telefone, ele informou que a estratégia de manter policiais militares dentro dos ônibus em circulação, durante o fim de semana, garantiu a tranquilidade de passageiros e trabalhadores.
A cobradora Irenilde Ribeiro estava de plantão neste domingo e disse que, apesar dos ataques anteriores, estava tranquila com a presença da polícia. “Saber que a polícia pode parar o ônibus, revistar, que está acompanhando as viagens e que a gente pode ter o apoio na rua deixa a gente mais seguro no trabalho”, afirmou.
O motorista Júlio dos Santos Silva concordou. “A polícia tem realmente que ficar nesses pontos críticos, fazer abordagens, é bom para todo mundo”, disse.
De acordo com o tenente-coronel Marques Neto, comandante do Batalhão Tiradentes, todo o contingente foi distribuído pelos terminais de integração, paradas de ônibus e nos bairros. “Estamos fazendo um trabalho completo de cobertura de todas as regiões da ilha, andando embarcados e o mais interessante é que estamos com um corpo policial reforçado”, afirmou o comandante.
Curva do Noventa
À noite de sábado, dia 21, a Polícia Militar abordou um homem que tentava colocar fogo em pneus na avenida Jerônimo de Albuquerque, no trecho conhecido como Curva do Noventa. O homem afirmou que não era criminoso e que pretendia protestar contra a violência. Ele foi levado para a Delegacia do Vinhais. O caso será investigado.