SAÚDE

Profissionais recebem treinamento para controle de escorpiões em parceria com o Ministério da Saúde

Este ano, cerca de 145 acidentes envolvendo escorpiões foram registrados

Foto: Francisco Campos.


Francisco Campos

Estudos de investigação de óbito relacionados a casos de acidentes com animais peçonhentos também é alvo dessas ações

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) em parceria com o Ministério da Saúde (MS), iniciou no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (LACEN/MA), em São Luís, a programação de treinamento de cerca de 40 profissionais de Vigilância em Saúde e laboratórios de entomologia de diferentes localidades do Estado, para estruturar o programa para controle e prevenção de acidentes com escorpiões.

Durante o treinamento, que se estenderá até a próxima sexta-feira (15), os profissionais de saúde receberão além de aulas teóricas, com conceitos básicos de taxonomia para identificação das espécies de importância para a saúde, capacitação para executar ações de captura e manejo desses animais em diferentes ambientes, com atenção especial à zona urbana. A estruturação do programa ‘Controle e Manejo de Escorpiões’ é em atendimento à solicitação da Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis (CGDT) da Secretaria de Vigilância em Saúde.
Este ano, cerca de 145 acidentes envolvendo escorpiões foram contabilizados, sendo os principais em Coelho Neto, com 32 registros, São Luís e Vargem Grande, com 4 casos. O ano de 2014 contabilizou 662 acidentes, sendo 12 deles na capital. As cidades de Coelho Neto, Afonso Cunha e Vargem Grande, encabeçaram a lista de onde veio o maior número de notificações.
Mediante os números, o governador Flávio Dino determinou ações de controle com o intuito de diminuir a exposição humana aos animais. Para tanto, o secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, organizou o primeiro treinamento para controle de escorpiões do Maranhão.
“No Maranhão, esses números têm aumentado e, certamente temos outros casos que não são notificados. Por isso, a proposta desse treinamento é orientar técnicos entomologistas de todo o Estado. Precisamos identificar os animais de perigo para a saúde para que possamos nos programar e realizar ações específicas. Para lidar com escorpiões não tínhamos pessoal treinado. Essa é a primeira vez que está tendo treinamento desse porte e há muito tempo lutávamos por essa oportunidade, pois ela nos dá um panorama melhor da nossa situação e, a partir daí, poderemos focar nos médicos e enfermeiros”, afirmou o chefe do Departamento de Controle de Zoonoses do Estado, Daniel Saraiva.
Estudos de investigação de óbito relacionados a casos de acidentes com animais peçonhentos também é alvo dessas ações. Segundo Léa Márcia Melo da Costa, Superintendente de Epidemiologia do Controle de Doenças do Estado, essa investigação é importante para que haja a descoberta das causas para intervir na prevenção. “No caso específico de animais peçonhentos, como o escorpião, precisamos investigar onde houve a falha, se na condução correta do tratamento, na falta do soro, ou em outras causas. As investigações direcionam para medidas que devem ser tomadas, inclusive acerca da questão da moradia, pois algumas condições são favoráveis à proliferação do animal”, explicou a superintendente.
Uma equipe de profissionais de diferentes regiões do país está integrando o treinamento dos entomologistas, dentre eles, o Coordenador do Programa Nacional de Controle com Acidentes por Animais Peçonhentos do Ministério da Saúde, Guilherme Carneiro Reckziegel. Segundo ele o programa de controle de escorpiões foi implantado em 2009, nos estados inseridos no programa, apenas Amapá, Rio de Janeiro e Maranhão faltavam ser treinados. “As regiões do país onde temos a maior incidência de acidentes com escorpiões são no Nordeste e Sudeste. Sendo a Nordeste uma região prioritária, concentrando-se mais em Alagoas e Pernambuco, porém o Maranhão também tem sido destaque e entra como Estado a ser treinado. No Brasil como um todo, temos nos sentido satisfeitos com os resultados obtidos através desse treinamento”, ressaltou.
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