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Júri em Balsas absolve mulher acusada de matar companheiro e condena homem a 20 anos por homicídio

Julgamentos ocorreram em dois dias consecutivos e envolveram crimes registrados em Tasso Fragoso, no sul do Maranhão

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Poder Judiciário do Maranhão realizou, na última semana, duas sessões do Tribunal do Júri na 4ª Vara de Balsas. Os julgamentos aconteceram nos dias 22 e 23 de julho e tiveram como réus Aurora da Conceição e Neurian Ferreira da Silva. Enquanto Aurora foi absolvida pelo Conselho de Sentença, Neurian foi condenado a 20 anos de prisão, além de um ano de detenção.

No primeiro julgamento, Aurora respondia pela morte do companheiro, Leandro Martins, ocorrida em 23 de julho de 2024, no município de Tasso Fragoso, termo judiciário de Balsas.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o casal consumia bebidas alcoólicas na companhia de um amigo quando iniciou uma discussão. Durante o desentendimento, Aurora teria atingido Leandro com uma facada no peito. A acusação sustentou que, ao tentar fugir, a vítima foi perseguida e sofreu novos golpes.

Após o crime, a Polícia Militar localizou e prendeu Aurora nas proximidades da residência. Em depoimento, ela confessou a autoria. Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição com base na tese de legítima defesa. Como alternativa, solicitou o reconhecimento de homicídio privilegiado por violenta emoção. Ao final, os jurados reconheceram a autoria, mas decidiram pela absolvição da acusada.

Réu condenado por incendiar vítima

Na segunda sessão, o Tribunal do Júri condenou Neurian Ferreira da Silva pela morte de Robson Campelo das Neves, crime ocorrido em 19 de fevereiro de 2020, em um bar localizado em Tasso Fragoso.

Conforme as investigações, o réu imobilizou a vítima, despejou gasolina sobre seu corpo e ateou fogo com um isqueiro. Robson sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A investigação apontou ainda que, após o ataque, Neurian permaneceu no local enquanto a vítima tentava escapar das chamas. Ele não foi preso em flagrante e se apresentou posteriormente à polícia acompanhado de advogado.

Durante o interrogatório, o acusado alegou que agiu em legítima defesa, afirmando acreditar que Robson estava armado durante uma discussão. Também admitiu ser o proprietário de uma arma de fogo encontrada em sua residência.

As sessões foram presididas pelo juiz Lucas Alves Silva Caland, titular da Vara Única de São Domingos do Azeitão, designado pela Corregedoria Geral da Justiça, e ocorreram no salão do Tribunal do Júri do Fórum de Balsas.

*Fonte: TJMA