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BNDES e Ministério das Cidades projetam rede de transporte de alta capacidade para a Região Metropolitana de São Luís

Estudo Nacional de Mobilidade Urbana traz mapa de projetos e políticas para o transformar o transporte coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil

Foto aérea do centro de São Luís (Fonte: iStock)
Foto aérea do centro de São Luís (Fonte: iStock)

A região metropolitana de São Luís (MA) tem potencial de implantar a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 53 quilômetros (km), previsão de investimentos de R$ 2,05 a R$ 5,40 bilhões e atendimento a 880,75 mil passageiros/dia.

A expansão projetada para a capital maranhense está prevista por meio de dois projetos de corredores de ônibus e quatro projetos de BRT (bus rapid transit) elétrico, que podem ser implantados alternativamente na tecnologia VLT (veículo leve sobre trilhos). No caso de São Luís, o estudo também prevê uma redução em 14 % no tempo médio de deslocamento; e de 602 vítimas evitadas por ano.

É o que aponta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades. O EMNU é um mapeamento de projetos e a proposição de políticas para estabelecer as bases para a transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. O portal https://mobilidadebrasil.bndes.gov.br/ consolida todas as informações do estudo, além dos projetos por região metropolitana.

“O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país. Investimentos que terão impacto na geração de emprego, na melhoria da infraestrutura, da segurança no trânsito e na qualidade de vida”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O relatório final do ENMU reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada projeto acompanha mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização. O estudo mostra, por exemplo, o impacto de cada projeto na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em sinistros, além da previsão de embarques/dia e de investimento.

Juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.

O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A iniciativa considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.

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