POLÍTICA

Abaixo-assinado contra aumento do STF passa de um milhão de assinaturas em menos de 24 horas

Além do rombo nos cofres da União, Partido Novo argumenta que atitude abre brecha para senadores aumentarem os próprios salários. Saiba mais:

Presidente do STF, Dias Toffoli elogia aumento salarial do Judiciário e foi aplaudido por desembargadores (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Senado aprovou na última quarta-feira (7), o aumento do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que de 32 subiu para 39 mil reais por mês. Quase que instantaneamente o Partido Novo criou um abaixo assinado online para pressionar o presidente Michel Temer a vetar o projeto, e em menos de 24 horas a petição ultrapassou a marca de 1 milhão de assinaturas.

O argumento do novo é que ao aumentar o salário dos ministros acima do teto constitucional, os senadores abrem uma brecha para aumentar seus próprios salários. “Isso (o aumento) causa um efeito cascata e retroativo que o Brasil não suporta mais, com graves consequências posteriores para estados e municípios, muitos já em situação de calamidade financeira”, está escrito na petição.

ROMBO NA UNIÃO

O salário do Procurador-Geral da República também subiu para 39 mil reais. Na prática, o valor recebido pelos ministros é considerado como o teto para o funcionalismo público no Brasil. Com o reajuste, o citado efeito cascata provavelmente ocorrerá, com impacto de R$ 4 bilhões nas contas da União em 2019. O cálculo é da consultoria de Orçamento da Câmara e do Senado.

Além disto, a troca entre presidentes também é um ponto que torna o projeto uma “pauta-bomba”, uma vez que a gestão Bolsonaro terá que pagar a conta criada no governo Temer. Apesar de não poder evitar que o projeto avance, o futuro presidente eleito disse nas redes sociais que não gostou da situação. “Obviamente não é o momento [para esse aumento de despesa]”, afirmou.

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