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Não demorou muito para os deputados reeleitos utilizarem a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para agradecer a expressiva votação que tiveram nas urnas. Ou mesmo agradecer os votos que alcançaram e garantiram o retorno, ou ainda um discurso de despedida. No caso do deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), a despedida da Assembleia Legislativa do Maranhão não é sinônimo de derrota, mas a despedida é para respirar novos ares. Ares de Brasília, Eduardo Braide depois de amargar a derrota na última disputa pela prefeitura de São Luís, logrou êxito para deputado federal e saiu das urnas com mais de 130 mil votos só na capital maranhense.

A primeira leva de balanço das urnas aconteceu logo na primeira sessão depois das eleições, na última terça-feira, 09 de outubro. Foi no êxtase do resultado do pleito de 2018 que o deputado Eduardo Braide recebeu a reportagem de O Imparcial para uma rápida conversa. Na entrevista, falou um pouco da “sua aliança com o povo”, como ele mesmo define, eleições de 2020, futuro do PMN e sucessão presidencial.

Em outra oportunidade, você revelou para o jornal O Imparcial que só sairia para o governo do Maranhão se tivesse um grupo. Não teve unidade. Ter escolhido a eleição para deputado federal foi a melhor escolha?
Primeiro dizer que o meu grupo aqui no Maranhão é o povo. Fico muito feliz em ter esse reconhecimento do nosso trabalho. A nossa mensagem chegou para praticamente todos os municípios do estado do Maranhão. Mas de forma especial, aqui na capital, São Luís. Eu tive a felicidade e a surpresa, confesso a você, de ter uma votação que nunca ninguém conseguiu ter aqui em nossa capital, mais de 131 mil ludovicenses nos escolheram como o candidato a deputado federal. São José de Ribamar, quase 12 mil votos. Paço do Lumiar praticamente 5 mil votos e vários municípios próximo à ilha, mas também municípios distantes que eu não tive a oportunidade de ir e que me deram ao todo 189.843 votos, praticamente 190 mil votos. Uma campanha que eu não tive avião para voar, não tive helicóptero para andar, andei a pé, de carro, conversando com as pessoas. Eu serei sempre, eternamente grato ao povo do Maranhão pelo que o povo maranhense fez por mim nessa eleição.

Essa expressiva votação é um recado, um chamamento do eleitor de São Luís, chamando o Eduardo Braide para as eleições de 2020?
Olha, eu confio em Deus, em primeiro lugar. Agradeço a Deus em primeiro lugar. Por isso aconteceu aqui em São Luís e claro que qualquer pessoa que estiver na vida pública tem que ouvir primeiro a voz de Deus e a voz do povo. E se de fato, houver realmente esse chamamento, eu farei tudo aquilo que estiver ao meu alcance. Agora, o momento é trabalhar para fazer um bom mandato de deputado federal. Fazer um mandato que seja voltado para o povo. Eu acho que as urnas deram um recado muito forte. Àqueles que se posicionaram contra o povo lá no Congresso Nacional e é exatamente esse trabalho que iremos fazer de forma de atender os anseios da população. Pretendo ampliar o trabalho que tenho junto ao Hospital Aldenora Belo, que destino todos os anos emendas e recursos para o hospital comprar equipamentos. Como eu já fiz também como deputado estadual, que é apoiar a Apae. Que tem um trabalho belíssimo e além disso é fazer muito mais. Essa é uma missão nesse momento. Trabalhar muito como deputado federal e mais do que isso, quebrar uma história que se fala que quando alguém se elege deputado federal vai embora para Brasília e desaparece. Eu vou mostrar a todo o povo do Maranhão, que um deputado federal pode ser presente. Estar sempre nos municípios, onde foi bem recebido e que a gente possa realmente fazer um mandato diferente.

Como fica o PMN com a clausula de barreira?
Há uma discussão nesse momento de conversar com outros partidos também, na tentativa de fazer uma fusão. A lei permite isso, que partidos que não atingiram a clausula de barreira, possam entre si fazer uma fusão e ao somar os votos dos seus candidatos a deputados, naturalmente ultrapassar a clausula de barreira. Nesse momento o que eu posso dizer a você, é que o caminho está sendo trilhado é no sentido de conversar o PMN com outros partidos.

Tem a possibilidade de deixar o PMN e procurar um partido maior, com mais estrutura para ume eventual eleição municipal?
O plano A agora é fazer a fusão com outros partidos. Não dando certo a fusão, é claro que vamos ter que procurar com muita cautela mas também com muito senso de espirito público, um partido que venha de alguma forma encontrar aquilo pensa para o Maranhão e para o Brasil também.

Qual vai ser a posição de Eduardo Braide quanto a sucessão presidencial? Você esteve [no fim da sessão do dia 09/10]  agora a pouco com o presidente do PSL, o vereador Chico Carvalho, teve alguma conversa nesse sentido?
Na verdade foi uma conversa mais partidária por conta do PMN não ter atingido a clausula de barreira, eu já fui convidado por vários dirigentes partidários para que possa me filiar a outros partidos. A conversa foi mais nesse sentido. Em relação a questão presidencial, o que a gente percebe é o que país está dividido, está rachado. E talvez por conta disso, com muita inteligência, o meu partido no primeiro turno não coligou com nenhum candidato a presidente. Simplesmente, não lançou nenhum candidato. E essa situação da disputa presidencial está havendo reuniões da executiva nacional do meu partido e só após podemos tomar posição partidária em relação ao segundo turno das eleições presidenciais.

Depois de Flávio Dino derrotar pela segunda vez o grupo Sarney, sacramentar sua vitória, acaba o discurso anti-Sarney?

Primeiro dizer que nós temos que respeitar a vontade das urnas, a democracia está acima de qualquer situação que se possa ter. A vontade do eleitor é soberana. Eu acho que esse discurso não devia acabar agora, ele devia já ter acabado há muito tempo. Aqui no Maranhão tem um péssimo costume de se fazer política falando de pessoas, quando na verdade nós devíamos falar de propostas, de projetos, que é isso que interessa ao povo. Ninguém quer saber de vida de A ou de B, quer saber o que nós enquanto político podemos na prática para melhorar a vida das pessoas, como eu faço todos os anos destinando recursos para o Aldenora Belo, para Apae, para os municípios, para construção de escolas, pavimentação de ruas. As leis que aprovo aqui na Assembleia que são importantíssimas. Quando se falar daqui pra frente de grupo A ou grupo B, nós temos que tomar o exemplo do Ceará, que quando tem alguma coisa para brigar para o estado, toda a bancada federal, toda a bancada do senado se juntam para poder trazer recursos para o seu estado. É esse sentimento que vou levar para o Congresso Nacional.

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