ELEIÇÕES 2018

Flávio Dino comenta ‘fogo amigo nordestino’ a Fernando Haddad

Na visão do governador o que está em jogo é o futuro do país: “Não é uma eleição qualquer. Bolsonaro sinaliza uma possível ruptura da ordem democrática”

O segundo turno das eleições presidenciais ainda não saíram da seara dos ataques para o debate do Brasil. Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) usam seu tempo de televisão para ataques que nutrem ainda mais o ódio e a repulsa à classe política brasileira. E parece que os ataques agora não partem somente de adversários, o Partido dos Trabalhadores, foi alvo nesses últimos dias de “fogo amigo” por parte de aliados partidários historicamente aliados.

É o caso do ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT-CE) que recentemente fizeram declarações que vão de encontro com a candidatura de Fernando Haddad (PT). O senador eleito, Jaques Wagner, disse para o jornal “O Estado de São Paulo”, que Ciro Gomes (PDT-CE) seria “um cara mais aguerrido, mais intempestivo” com “um perfil retado, que bata na mesa”. Jaques, antes das convenções, era um dos petistas que preferia que o PT apoiasse um candidato de outra legenda.

Cid Gomes (PDT-CE) também fez críticas para o PT. Durante um comício, criticou a militância e o partido que “não faz mea-culpa” e que a atitude petista vai levar o partido a perder as eleições.
Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), as críticas e comentários são fora de hora. “Absurdamente inadequado esse tipo de debate agora. Acho que ele é válido posteriormente. Agora não há mudança possível em relação a esse desenho, então é lutar com a situação tal como ela está posta. Eu não participo desse tipo de debate, nem que concordo ou discordo do discurso, só que acho que é um absurdo colocar esse debate nesses termos nesse momento”, disse Flávio Dino em entrevista exclusiva para o portal UOL.

Na visão de Flávio Dino, o que está em jogo é o futuro do país. “Não é uma eleição qualquer. A eleição do Bolsonaro sinaliza com uma possível ruptura da Constituição e da ordem democrática. Então, como é momento grave, acho que você não deve dispersar energia com coisas que nesse momento são secundárias, acessórias”, comentou. “Hoje é absolutamente desnecessário discutir se deveria ser candidato A, B ou C. O que é crucial hoje é impedir a vitória do Bolsonaro e tudo que ele representa de conteúdo antipopular, antidemocrático e antinacional”, complementa.

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