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O governador Flávio Dino (PCdoB) acabou com a última esperança de partidos fortes como PT e DEM em participar da composição da chapa majoritária nas eleições de 2018. Em mais um capítulo dos “Diálogos pelo Maranhão” no último sábado, 05, Dino confirmou Carlos Brandão (PRB) como vice-governador e Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) como pré-candidatos ao Senado Federal.

No mês passado, Dino já tinha anunciado estes três nomes, mas nos últimos dias houve pressão de todos os lados para que o comunista revisse o apoio a Eliziane Gama, principalmente dos petistas. E, além disso, havia uma possibilidade remota de Brandão ser substituído.

“Com este grupo não estou sozinho e tenho certeza que, com Eliziane, Weverton, Brandão, Márcio Jerry e tantos outros, conseguiremos vencer novamente esta luta”, afirmou Dino, ressaltando também a pré-candidatura de Jerry (PCdoB) a deputado federal.

A pré-candidata do PPS aproveitou para novamente agradecer o apoio. Para Eliziane, a pré-candidatura não é somente dela, mas de todo o grupo: “Temos que dar continuidade à mudança do Maranhão e Flávio Dino pode contar com a minha lealdade de sempre e, sobretudo, quando formos para o Senado”, concluiu a pré-candidata.

Vale ressaltar que 14 partidos compõem a aliança e garantiram total apoio à reeleição do governador, sendo eles: PCdoB, PT, PDT, PPS, PRB, PTB, PTC, SD, PEN, PSB, PP, DEM, PR e PROS.

Um dos que mais atuaram buscando atrasar (e mudar) a confirmação da chapa foi o Partido dos Trabalhadores. Lideranças locais do PT são contra a pré-candidatura de Eliziane Gama por conta de ela ter sido contra Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment em 2016.

A pressão do PT por uma vaga na chapa majoritária da aliança dinista chega tardiamente e contraria frontalmente a estratégia definida pelo governador Flávio Dino para compor o quadro de candidatos: eles precisaram se viabilizar politicamente, obtendo o aval dos partidos da aliança, e ganharam peso eleitoral, e também, é claro, por estarem em perfeita sintonia com a linha política praticada pelo PCdoB e seus aliados.

Um dos movimentos teria partido do secretário de Desenvolvimento Humano e Mobilização Popular, Francisco Gonçalves, e do presidente do PT em São Luís, vereador Honorato Fernandes, que teriam tentado emplacar o advogado Mário Macieira, ex-presidente da OAB, em uma das vagas para o Senado.

Já o ex-secretário de Esportes, Márcio Jardim, questionou diretamente a presença de Eliziane, propondo a saída dela da chapa e a inclusão de seu próprio nome como candidato a senador pelo PT.

Atualmente, o PT tem três secretários na administração estadual: Terezinha Fernandes (Secretaria da Mulher), Francisco Gonçalves (Secretaria de Direitos Humanos) e o delegado Lawrence Melo (Secretaria de Mobilidade Urbana). Além disso, o presidente estadual do partido, Augusto Lobato, faz parte do gabinete do governador.

Segundo o PT, o PPS (partido da deputada federal) e o DEM (outro aliado de Flávio Dino) teriam sido os principais partidos contra a ex-presidente. Os democratas eram outro partido que buscava um lugar na chapa e a seu favor tinha a força de um partido de expressão nacional, mas também acabou sendo deixado de lado. Primeiramente, o DEM não criticou diretamente as escolhas de Dino e preferiu reafirmar o seu apoio.

Presente no evento do último sábado (5), o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) elogiou o governador Flávio Dino por construir uma base para mudar o Maranhão e acredita na continuidade do trabalho: “A grande missão do governo Flávio Dino tem sido essa. Além de fazer a base, fazer também com que os maranhenses possam voltar a ter a capacidade de sonhar”.

Além de democratas e petistas, o PP e o PR também tinham uma réstia de esperança de conseguir uma vaga entre as três vagas da chapa. Agora resta ao governador indicar a suplência dos senadores a alguns destes partidos.

Grande nome do PR no Maranhão, o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho ressaltou a importância do diálogo como grande marca da gestão. “Isso é importante, pois mostra que o governador não é um homem individualista, mas que trabalha com o grupo e está preparado para exercer mais quatro anos de mandato”, finalizou.

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