CASO TRIPLEX

Lula promete se apresentar após missa para Marisa Letícia

A missa é em homenagem à ex-Primeira Dama, que faria 68 anos hoje. Apesar de não ter cumprido a determinação de Moro, Lula não pode ser considerado foragido

Reprodução

Após o fim do prazo determinado pelo juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é considerado foragido. A assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná esclareceu que Moro concedeu a oportunidade de ele se entregar à Polícia Federal e, por isso, mesmo após as 17h, ele não é tratado como foragido da Justiça.

Apesar disso, na noite de ontem, dois emissários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram negociação com a Polícia Federal sobre os termos de rendição para que o petista seja preso. Ainda não há uma decisão sobre como será o procedimento a ser adotado.

A cúpula da Segurança Pública de São Paulo foi informada por fontes próximas a Lula que o ex-presidente deve permanecer no Sindicato dos Metalúrgicos até o final da missa em homenagem à mulher, Marisa Letícia, que faria 68 anos hoje. Após a missa, os advogados informaram aos negociadores que o presidente pretende se entregar em São Paulo.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens, que se reuniu ontem (6) com o superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Maurício Valeixo, explicou que Lula não é considerado foragido porque não há componentes de fuga.

“A condição de foragido é específica. Tem que haver componentes de fuga, de rejeição de apresentação. Terminou o prazo para que ele se apresente voluntariamente. Como não aconteceu, o mandado será cumprido”, disse Boudens.

Boudens se reuniu com o superintendente para pedir reforço na segurança dos agentes que devem cumprir o mandado de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a ordem de prisão do juiz Moro foi muito rápida e não houve tempo hábil para que os policiais planejassem a execução do mandado.

“Para a nossa avaliação, foi uma surpresa esse mandado. Apesar de avaliarmos que os ritos legais foram seguidos, nós vimos uma celeridade no procedimento padrão que o TRF4 vem adotando. Essa celeridade tem aspectos positivos e negativos. Não sob o ponto de vista processual, mas sob o ponto de vista do cumprimento e da execução. Nós temos que estar preparados para que tudo transcorra da melhor forma possível”, disse.

Segundo Boudens, outro assunto discutido na reunião com o superintendente foi a manutenção dos serviços à população na sede em Curitiba, como a expedição de passaportes. “Nossa preocupação apresentada aqui para o superintendente foi de manter todos os serviços para não prejudicar nem os policiais nem os cidadãos que buscam o serviço da Polícia Federal”, acrescentou.

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