POLÍTICA

PEN quer emplacar três deputados estaduais e dois federais

O partido promove hoje o “Dia de Filiações”, ato que tem o objetivo de montar uma chapa forte visando às eleições de 2018, principalmente após a iminente saída de algumas lideranças

Em ano eleitoral, o que não falta são partidos buscando novas filiações para se fortalecer no cenário político. O objetivo é comum em qualquer legenda, seja ela grande ou pequena. Um exemplo claro de tentativa de figurar entre as principais forças políticas em 2018 está o PEN que, hoje, vai promover um ato chamado de “Dia de Filiações”, cuja meta é montar uma chapa forte e com chances de brigar por vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Procurado pela reportagem de O Imparcial, o presidente estadual Jota Pinto (PEN) fala sobre as expectativas da legenda para as eleições de outubro. O discurso de Jota Pinto é baseado no otimismo de conseguir cumprir a meta estabelecida pelo Diretório Estadual e conseguir emplacar, pelo menos, três deputados estaduais e outros dois deputados federais.

Nesse contexto, o “Dia de Filiações” trata-se de uma iniciativa direcionada aos vários agentes da classe política que pretendem ingressar na legenda e disputar, em outubro, as eleições. O evento também antecede o congresso estadual da sigla, que ocorrerá no fim de maio ou começo de junho.

“Lançaremos chapas fortes para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. O objetivo é ampliarmos nossas bancadas. Muitas lideranças políticas, de várias regiões do estado, têm nos procurado e demonstrado interesse em fortalecer o projeto do partido. E é com este objetivo que realizaremos o ‘Dia de Filiações’”, disse Jota Pinto.

Durante os atos de filiações, será apresentado à militância o cronograma de trabalho do partido que será desenvolvido neste período de pré-campanha nas 18 regionais do estado, tais como as regiões dos Cocais, Baixada, Sul, Tocantina, Munim, Turi, dentre outras.

Apoio ao governo?

Para conseguir o tão sonhado fortalecimento da sigla, o PEN trabalha nos bastidores para também ser destaque na disputa majoritária. O partido já definiu que pretende indicar um suplente a senador em sua coligação, mesmo ainda não tendo recebido o apoio direto de nenhuma outra legenda. E o escolhido para essa suplência seria o Dr. Lourival (PEN), político da Região Tocantina.

Questionado pela reportagem sobre qual será realmente o destino do PEN nas eleições de 2018, o presidente estadual revelou que a tendência é a sigla fechar com o governador Flávio Dino (PCdoB). Como a troca de partidos pode ser feita até o início de abril, o PEN vai aguardar para se posicionar oficialmente.

“As conversas vão acontecer daqui para frente. Temos um candidato que é o Dr. Lourival, da Região Tocantina. A gente não abre mão, em qualquer que seja a coligação, de emplacar um suplente de senador. Nosso objetivo é fazer dois deputados federais e três estaduais no Maranhão, além de trabalharmos uma suplência de senador”, disse Jota Pinto.

Pinto revela ainda que, até agora, conversou somente com o secretário de Comunicação e Articulação Política do governo, Márcio Jerry, sobre a aliança com o PCdoB.

“Tivemos apenas uma conversa com o Márcio Jerry, mas a nossa preocupação inicial é montar a chapa de deputados, ter uma boa chapa de deputados. Aí depois do dia 6 [de abril], começamos a ver essa questão. Há uma tendência, uma vez que o único que conversou com a gente ter sido o Márcio Jerry, de seguirmos com o governo, mas nada definido oficialmente”, explica o presidente estadual do PEN.

“Não obrigamos ninguém a ficar”

Enquanto o PEN se prepara para reforçar-se politicamente, o partido já se apronta para perder lideranças importantes dentro de seu quadro político. Pelo menos dois nomes devem deixar a legenda, muito por conta da tal tendência do partido em se aliar com o governador Flávio Dino.

O primeiro nome é do deputado estadual César Pires, que pediu sua carta de anuência do partido. Inclusive, o parlamentar já teve a situação resolvida, segundo Jota Pinto.

Quem também está de malas prontas para seguir sua vida política longe do PEN é o vereador de São Luís, Marcial Lima. O vereador, que é pré-candidato a deputado estadual, foi outro que pediu para deixar a legenda, segundo Jota Pinto.

“Ele pediu a carta de anuência, mas temos que reunir com a Executiva para definir. Mas no partido só fica quem quer, não obrigamos ninguém a ficar. Se ele achar que em outro partido será melhor para ele disputar a eleição, a gente não cria nenhuma dificuldade na vida de ninguém. A candidatura do Marcial é muito bem vista dentro do partido, mas, se ele optar em sair do partido, não vamos colocar nenhuma dificuldade não”, concluiu o presidente estadual do PEN.

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