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EDITORIAL

Justiça para todos

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal prendeu, na manhã de ontem, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo, investigado na Operação Lava-Jato, que desmontou megaesquema de corrupção na Petrobras. Ele é acusado de oferecer dinheiro e rota de fuga ao ex-diretor internacional da estatal Nestor Cerveró, para que omitisse fatos […]

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal prendeu, na manhã de ontem, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo, investigado na Operação Lava-Jato, que desmontou megaesquema de corrupção na Petrobras. Ele é acusado de oferecer dinheiro e rota de fuga ao ex-diretor internacional da estatal Nestor Cerveró, para que omitisse fatos do acordo de colaboração com a Justiça. Com base em gravações, a ordem de prisão dada pelo relator do escândalo no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki, teve a chancela da 2ª, formada pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Cármem Lúcia.
Além do senador, foi detido o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que garantiria lastro financeiro à operação proposta por Delcídio do Amaral. As gravações que motivaram o pedido de prisão foram feitas pelo filho de Cerveró, no último dia 4, e entregues ao Ministério Público da União. Antes de chegar ao Senado, entre 2000 e 2001, Delcídio foi diretor de Gás e Energia da Petrobras, quando trabalhou com Nestor e Paulo Roberto Costa, ambos presos e condenados por compor o grupo de comando do esquema de propina e de desvios do dinheiro da petrolífera.
Desde o início das investigações, em março de 2014, a sociedade experimenta novo tempo no país. A prisão de influentes empresários, altos executivos, políticos e integrantes da cúpula do partido no poder mostrou aos brasileiros que a Lava-Jato não era operação apenas de devassa nas contas da Petrobras. As apurações, apoiadas em farta documentação, tecnologia de ponta e inarredável disposição dos procuradores da República, amparados pela determinação de um juiz federal, estão escrevendo novo capítulo na história do Brasil.
Além de trazer à luz o esquema de corrupção montado na Petrobras, a Operação Lava-Jato mostra que não cabem mais artifícios, como tráfico de influência ou aplicação seletiva das sanções penais. Independentemente de condição socioeconômica, étnica ou religiosa, todos são iguais diante da lei. O rumo das apurações desencoraja quem aposta na impunidade para cometer ilícitos, mesmo que tenha meios para contratar os mais ilustres defensores. A lei passa, efetivamente, a valer para todos, tornando real a expressão “pau que bate em Chico também bate em Francisco”.
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