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Premier League 2025: como os jogadores de elite se preparam para a nova temporada

Clubes ingleses usam tecnologia, rotina disciplinada e até design esportivo como aliados na briga por performance desde o primeiro treino

(Créditos: Coward_lion l iStock)
(Créditos: Coward_lion l iStock)

A pré-temporada da Premier League começou com os mesmos ingredientes que marcaram o campeonato passado: exigência física alta, disputas apertadas e atenção aos mínimos detalhes.

O Liverpool, campeão da edição 2024/25 com uma campanha de retomada, puxou a fila de reapresentações. No centro de treinamento de Kirkby, jogadores como Van Dijk e Szoboszlai voltaram ao trabalho com um roteiro que mistura bola, testes fisiológicos e ajustes táticos. Klopp saiu, mas o padrão segue alto sob o comando de Arne Slot.

A maratona inglesa exige cada vez mais dos corpos e das comissões técnicas. Manchester City, Arsenal, Chelsea e Manchester United reorganizaram a preparação para evitar os tropeços do último ano. Em um calendário que mal dá espaço para respirar, o que se faz em julho costuma pesar em maio do ano seguinte, quando acaba a temporada.

Testes, dados e o corpo no centro do jogo

Nos primeiros dias de reapresentação, a maioria dos clubes da Premier League passou por exames físicos que vão além dos testes tradicionais. O foco está na prevenção. Medem a capacidade pulmonar, a força muscular, o equilíbrio e até o tempo de reação. O objetivo é identificar riscos antes que virem lesões.

Os dados gerados viram base para os treinos. O Manchester City, por exemplo, usa sensores acoplados aos uniformes para monitorar aceleração, desaceleração, saltos e até o impacto das pisadas. Guardiola ajusta a carga de cada atleta com base nisso. Nada é feito no olho.

O Arsenal, que chegou a brigar pelo título, mas sofreu com baixas no fim da temporada, investiu em protocolos individuais para jogadores que tiveram lesões em sequência. Já o Chelsea tenta reconstruir uma identidade em campo depois de um desempenho longe do esperado, mas que terminou com a conquista do Mundial de Clubes. Apostou em uma equipe técnica nova, mais conectada às áreas de ciência esportiva.

Preparo físico além do campo e mais perto do dia a dia

A preparação não acontece só nos gramados. Academias, clínicas e salas de biomecânica também viraram cenário comum na rotina dos jogadores. A exigência física vai do tornozelo ao psicológico, e isso acaba influenciando até o que se veste.

A camiseta de treino, antes vista só como uniforme de apoio, hoje ganha status de peça-chave. Clubes como Liverpool e Manchester City desenham coleções com tecidos que ajudam na transpiração e modelagens pensadas para movimentos intensos.

O design acompanha o desempenho. No Brasil, muitas marcas seguem esta linha. Quem treina fora dos centros profissionais também procura conforto e identidade. A estética do treino funcional, que mistura desempenho com estilo, deixou de ser só uma tendência. Virou parte do futebol moderno.

Olho na largada: menos tempo, mais intensidade

Enquanto os elencos voltam, o relógio corre. A pré-temporada dura pouco, mas define muito. Em um campeonato no qual a diferença entre o primeiro e o quarto colocados pode ser de duas vitórias, cada sessão de treino conta.

O Manchester United, fora da Champions nesta temporada, tenta recuperar espaço, ajusta o preparo e encurta a margem de erro. Já Liverpool, City, Chelsea, Tottenham e Arsenal largam com a vantagem de manter um padrão técnico elevado. E sabem que, para continuar entre os melhores, precisam estar um passo à frente desde o primeiro dia.

No futebol inglês, o título começa a ser construído bem antes do apito inicial. Muitas vezes, entre uma esteira de recuperação e um treino de finalização, com dados no tablet e suor na camisa. A intensa pré-temporada dos clubes será colocada à prova a partir do dia 15/08,quando Liverpool e Bournemouth se enfrentam pelo primeiro jogo da Premier League.