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Como diferenciar uma arma real de um simulacro? Veja dicas de segurança

Caso envolvendo político de Ipatinga reacende debate; entenda como identificar os principais sinais que podem diferenciar uma réplica de uma arma de fogo verdadeira.

A dificuldade em diferenciar armas reais de simulacros, como a empunhada, é um alerta em cenários de risco. 
(crédito: Freepik)
A dificuldade em diferenciar armas reais de simulacros, como a empunhada, é um alerta em cenários de risco. (crédito: Freepik)

A prisão do presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, Werley Glicério Furbino de Araújo (PL), no Vale do Aço, ocorrida na última terça-feira (7/7), acendeu um alerta sobre a dificuldade de diferenciar réplicas de armas de fogo verdadeiras. Ele foi detido com um simulacro de arma na BR-262, em Betim, na Grande BH. A semelhança entre os objetos pode colocar cidadãos e até agentes de segurança em situações de alto risco, já que a reação a uma ameaça precisa ser imediata.

Em um cenário de abordagem ou assalto, a distinção é praticamente impossível para a vítima. No entanto, conhecer as características de cada um pode ser útil para identificar objetos suspeitos em outras situações. O uso de réplicas em crimes é uma tática comum para intimidar sem o uso de um armamento letal.

O que é um simulacro de arma de fogo?

Um simulacro de arma de fogo é uma réplica projetada para se assemelhar a uma arma verdadeira. Esses objetos são frequentemente utilizados em atividades esportivas, como o airsoft, ou como itens de coleção. No entanto, seu uso por criminosos para simular uma ameaça real é frequente e perigoso.

Como diferenciar uma arma real de um simulacro?

Embora a identificação seja difícil durante uma situação de estresse, algumas características técnicas ajudam a diferenciar os objetos. A principal recomendação das autoridades de segurança é nunca reagir, tratando qualquer arma apontada como se fosse real. Conhecer os sinais, porém, pode ser útil para evitar acidentes ou outras circunstâncias. Os principais pontos de atenção são:

  • Ponta laranja ou vermelha: réplicas de uso esportivo, como as de airsoft, geralmente possuem a ponta do cano pintada de laranja ou vermelho vivo como um item de segurança. Embora essa seja uma importante marcação visual, criminosos costumam removê-la ou pintá-la de preto para aumentar a semelhança com uma arma real.
  • Material e peso: armas de fogo são feitas de aço e outros metais pesados, sendo consideravelmente mais pesadas que os simulacros. As réplicas geralmente são fabricadas com plástico, polímero de baixa densidade ou ligas metálicas leves.
  • Acabamento e detalhes: um armamento letal possui acabamento industrial preciso, com números de série gravados e ausência de rebarbas. Já os simulacros podem apresentar falhas de fabricação, como emendas de plástico e parafusos aparentes que não existem no modelo original.
  • Sons e mecanismos: o som do disparo de uma arma real é inconfundível. Réplicas de airsoft, por exemplo, produzem um ruído muito mais baixo. O recuo e o cheiro de pólvora também são exclusivos das armas de fogo.

O que a lei diz sobre o porte de simulacro?

O porte de um simulacro, por si só, não costuma ser enquadrado como crime. No entanto, a situação muda drasticamente quando o objeto é usado em um crime como um roubo, a pena do infrator é aumentada, pois a intimidação causada à vítima é a mesma de uma arma real.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

*Estado de Minas