A greve dos rodoviários do transporte urbano de São Luís chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (16) e continua sem previsão de encerramento. A paralisação, iniciada na sexta-feira (13), mantém a maior parte dos ônibus fora de circulação e tem provocado transtornos para quem depende do sistema para trabalhar, estudar ou cumprir compromissos na capital.
O movimento é conduzido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), que cobra o pagamento do reajuste salarial determinado pela Justiça do Trabalho. Segundo a entidade, a categoria decidiu manter a paralisação diante da falta de cumprimento da decisão.
A tentativa de mediação agora envolve o Ministério Público do Maranhão (MPMA), que programou reuniões ao longo desta segunda-feira com representantes das partes envolvidas para buscar uma saída para o impasse. Até o momento, porém, não houve anúncio de acordo.
Enquanto o transporte urbano permanece paralisado, os ônibus do sistema semiurbano continuam circulando. A oferta reduzida de veículos tem resultado em superlotação e aumento do tempo de espera nas paradas.
Com a greve, os terminais de integração também permanecem fechados, o que obriga muitos passageiros a pagar mais de uma passagem para chegar ao destino final.
No centro da disputa estão divergências sobre o financiamento do sistema. O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) afirma que há atraso nos repasses de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís, valores que ajudariam a custear a folha de pagamento dos trabalhadores. A gestão municipal nega a existência de pendências.
Em meio ao impasse, o prefeito Eduardo Braide também apresentou representação criminal à Polícia Federal para que sejam investigadas as paralisações no transporte público da capital.