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MOB convoca reunião para tratar da greve no transporte público da Grande Ilha

O transporte público na Grande Ilha de São Luís enfrenta seu quinto dia de paralisação, com greves simultâneas nas empresas 1001 e Expresso Marina

SET (Foto: Reprodução)
SET (Foto: Reprodução)

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) realizará, nesta terça-feira (18), às 16h, uma reunião com os empresários do transporte semiurbano, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Maranhão (SET), na sede da Agência.

O encontro tem como objetivo tratar da greve dos rodoviários, que atualmente envolve as empresas 1001 e Marina. A iniciativa, conduzida pelo presidente da MOB, Adriano Sarney, busca acelerar a normalização do transporte semiurbano na Grande Ilha, garantindo que os ônibus que atendem essas linhas voltem a circular o mais breve possível.

Quinto dia de greve

O transporte público na Grande Ilha de São Luís enfrenta seu quinto dia de paralisação, com greves simultâneas nas empresas 1001 e Expresso Marina. A mobilização começou na última sexta-feira (14), iniciada pelos trabalhadores da 1001, e na segunda-feira (17), funcionários da Marina também cruzaram os braços, ampliando o impacto sobre milhares de passageiros. Nesta terça-feira (18), as duas empresas permanecem paradas.

Os rodoviários reivindicam pagamento de salários e tíquete-alimentação atrasados, férias vencidas e rescisões não quitadas. Até o momento, nenhuma das empresas apresentou propostas para solucionar o impasse. O Sindicato dos Rodoviários alerta que outras viações podem aderir ao movimento ao longo da semana. Com cerca de 270 ônibus a menos em circulação, usuários enfrentam longas esperas nas paradas e precisam recorrer a alternativas como vans, caronas e aplicativos de mobilidade.

A alta demanda provocou uma forte elevação nos preços das corridas — em alguns horários, passageiros relatam tarifas duas vezes mais caras que o habitual. Segundo um usuário, o valor cobrado por motos de aplicativo chegou a superar o preço de carros, tornando o serviço inviável para muitos trabalhadores.

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