Iniciativa

FIEMA implanta Observatório da Indústria no Maranhão

O Observatório terá dados sobre temas como tecnologia e inovação, educação, saúde, trabalho, estudos prospectivos e pesquisas .

O Observatório é uma iniciativa da CNI e reúne dados sobre tecnologia e inovação, educação, saúde, trabalho, estudos prospectivos e pesquisas e tem como objetivo aumentar a competitividade da indústria (Foto: Divulgação)

Depois de cinco meses de mentoria com o Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sistema FIEMA (SESI, SENAI, IEL e Federação) deu o pontapé inicial nesta quinta-feira (27) para a implantação do Observatório da Indústria do Maranhão.

O Observatório é uma iniciativa da CNI e reúne dados sobre tecnologia e inovação, educação, saúde, trabalho, estudos prospectivos e pesquisas e tem como objetivo aumentar a competitividade da indústria ao disponibilizar estudos e insights que possibilitem a tomada de decisões estratégicas.

Na reunião dessa quinta, o vice-presidente executivo, Luiz Fernando Renner representou o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, e recebeu de forma presencial e híbrida, no Edifício Casa da Indústria, em São Luís, representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da FIEC para conhecer todo o trabalho de mentoria realizado e os primeiros painéis de dados inteligentes já disponíveis sobre o Maranhão.

Além de Luiz Fernando Renner, participaram do encontro o gerente do Observatório Nacional da Indústria, Marcelo Bispo; o coordenador de ações estratégicas da FIEMA, José Henrique Polary; o economista da FIEMA, Carlos Eduardo Ramos; o coordenador do observatório do Maranhão, Carlos Jorge Taborda; a gerente do Observatório do Ceará, Guilherme Muchale; o líder do Observatório e diretor de Inovação da FIEC, Sampaio Filho e a assessora Priscila Caracas; o superintendente da FIEMA, Cesar Miranda, e demais gestores ligados ao projeto das entidades do Sistema FIEMA.

A comitiva cearense de monitores apresentou aos gestores do Sistema FIEMA um panorama de todo o trabalho de mentoria do projeto do observatório maranhense, além dos primeiros painéis inteligentes com dados do Maranhão.

O vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, destacou a parceria firmada com o Ceará, que tem um dos Observatórios referência no país, e disse que discussões em torno do Observatório fazem parte de uma nova visão da Federação para o futuro da indústria, que alia desenvolvimento econômico com base em informações e dados consistentes.

“Fica aqui o nosso agradecimento pelo apoio à FIEC e à CNI pela parceria e também pela continuidade dessa monitoria para que tenhamos sucesso pleno na implementação desse Observatório para impulsionar o desenvolvimento do estado”, afirmou Renner, acrescentando que a implantação do Observatório tem tempo mínimo de maturação de dois anos.

Essa foi a conclusão do trabalho de seis encontros, presenciais e remotos. O trabalho de mentoria cumpriu o objetivo de apoiar a FIEMA, que está iniciando a implantação do Observatório local. Para Marcelo Bispo, a CNI vê com bons olhos a iniciativa da FIEMA em aderir à rede de observatórios da indústria.

“Estamos entusiasmados com isso e entendemos que fortalecer o arranjo local com as federações irá trazer mais dinamismo para o Sistema Indústria, por meio desse espírito colaborativo. Além disso, o importante é buscar sintonia para transformar ações isoladas em algo mais robusto para o sistema”, pontuou o gerente do Observatório Nacional da Indústria.

O diretor de Inovação e Tecnologia da FIEC e líder do Observatório da Indústria do Ceará, Sampaio Filho, reconheceu o alto nível de confiabilidade das informações disponibilizadas pelo Observatório a empresários, investidores, academia e poder público.

“A credibilidade das informações geradas pelo Observatório é um diferencial para a FIEMA. Essas informações irão gerar políticas industriais e públicas para que o Estado se desenvolva cada vez mais e consequentemente, a indústria”.

Para o superintendente da FIEMA, Cesar Miranda, esse é um momento de felicidade para a federação.

“Estamos colocando em prática a implantação de um instrumento que pode mudar a realidade não só da Federação ou do setor industrial, mas do estado do Maranhão, são informações e dados que podem impulsionar o estado”.

Perspectiva

O coordenador do Observatório do Maranhão, Carlos Jorge Taborda, destacou que a plataforma oferece múltiplas fontes de dados (de mercado de trabalho, educação, comércio internacional etc.) integradas em um único ambiente computacional, o que permite que sejam acessadas em tempo real conforme as necessidades das empresas e instituições de qualquer setor econômico. Esse ambiente engloba, por exemplo, informações dos municípios e regiões do Maranhão.

“Mais do que a FIEMA ter acesso a dados qualificados é a possibilidade de compartilhar esses dados com outros atores do estado, empresas, poder público, entidades. O principal ganho é trazer essa massa de dados qualificados estruturada para que o Maranhão possa se planejar e desenhar um direcionamento futuro baseado em dados, e não só em desejos e expectativas”.

A partir das demandas apresentadas por empresas e governos, a equipe do Observatório ajuda a responder perguntas relacionadas à economia industrial. Empresários que precisam tomar decisões recorrem ao Observatório para elaborar estratégias de vendas, conhecer a movimentação dos concorrentes ou as novas tendências tecnológicas que impactam nos negócios. Governantes buscam a análise de dados para definir prioridades de investimento ou acompanhar a efetividade das políticas públicas já implementadas.

Construção

O ambiente físico do Observatório contará com o que há de mais moderno em termos de tecnologia, incluindo uma videowall composta por telas de mais de 50 polegadas. O espaço será projetado para realização de reuniões interativas na Casa da Indústria e irá disponibilizar diversas soluções, programas e produtos para as empresas, além de diversas pesquisas conjunturais que acompanham o faturamento da indústria, a confiança dos industriais, bem como as perspectivas para a produção e o investimento.

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