PIONEIRO

Conheça a evolução gráfica de O Imparcial

Seguindo a tendência da mídia impressa no país, o jornal foi pioneiro no Maranhão na impressão em offset, sistematizou a prática da diagramação, sem, prescindir do rigor da apresentação visual, incorporando a facilidade que as inovações tecnológicas

Foto: Karlos Geromy

Desde os anos 1970, o jornal O Imparcial vem passando por várias mudanças até chegar ao modelo gráfico que tem atualmente. E a principal delas começou com a implantação da rotativa em offset. “Efetivamente, a mudança teve início na década de 1970, com a implantação do offset. A partir daí, o processo de impressão do jornal ficou mais ágil, pois saímos de uma capacidade de impressão de cinco mil exemplares por hora para 40 mil”, lembra o diretor-presidente do Grupo O Imparcial, Pedro Freire.

A composição a quente, usada até 1966, evidenciava uma estética pouco harmônica, muito verticalizada e com manchas na impressão. Títulos, textos e ilustrações eram dispostos aleatoriamente, de acordo com as condições possibilitadas pelos tipos em chumbo, característicos da tipografia.

A partir de 1966, O Imparcial renova o seu parque gráfico com a aquisição de uma rotativa offset, aumentando a tiragem e a qualidade das reproduções. Seguindo a tendência da mídia impressa no país, o jornal foi pioneiro no Maranhão na impressão em offset, sistematizou a prática da diagramação, sem, todavia, prescindir do rigor da apresentação visual, incorporando a facilidade que as inovações tecnológicas já permitiam dispor.

A segunda mudança veio nos anos 1980, quando se ganhou cor, qualidade e velocidade nas impressões do matutino. “Foi quando se iniciou a implantação da policromia, que foi a impressão a cores e um processo de composição ainda mais moderna que a offset. Neste período, começamos a trabalhar com os computadores, disquetes e toda aquela novidade tecnológica da época. Quando começamos a nos informatizar”, informou Pedro Freire.

Todas coloridas

Mas a consolidação mesmo, segundo Pedro, foi a rotativa, que possibilitou fazer o jornal todo colorido, pois antes eram apenas algumas páginas que poderiam ganhar cor. “Isso aconteceu com o processo de policromia. Quando passamos a utilizar as chapas de chumbo em processo químico com o alumínio e o amianto. Então, foi aí que se abandonou as antigas rotoplanas e passamos a fazer a mistura das cores.”

“Em 2001, o jornal adquiriu uma máquina mais moderna, com comandos automáticos, e consolidou-se na era da informática, que vai desde a fotografia digital, escrever o texto, diagramação das páginas e sua composição para o setor gráfico”, lembra Pedro. Neste período, o jornal implementou uma reforma gráfica na qual se mudam de modo gradual a fisionomia visual e o ordenamento da paginação.

O Imparcial estabeleceu um padrão próprio de programação visual, mantendo um diálogo com o confrade Correio Braziliense da capital federal, no qual surgem ocasionalmente as majestosas capas-cartazes (ou capas-pôsteres), em cuja elaboração se destaca fotos, desenhos, composições híbridas, atualizando códigos da gramática visual, inserindo a publicação entre as de vanguarda do design gráfico nacional.

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