NEGÓCIOS

Maranhão recebe 81,9% de desembolso do BNDES em 2017

O estado do Maranhão foi o segundo da Região Nordeste a registrar crescimento com relação ao ano passado, impulsionado por operações de implantação de parques eólicos e em função de operações com a Vale S.A. e com o governo do estado

Coletiva realizada pelo BNDES (Foto: Reprodução)

O Maranhão foi um dos três estados que registraram um crescimento de desembolso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017 com relação ao ano anterior da Região Nordeste. O primeiro foi o Piauí, com 154,7%, seguido pelo Maranhão, com 81,9%, e por último a Paraíba, com 73,6%, impulsionados por operações de implantação de parques eólicos — e, no caso maranhense, também em função de operações com a Vale S.A. e com o governo do estado. A informação foi confirmada durante a entrevista coletiva realizada na quinta-feira da semana passada, no Centro Empresarial Queiroz Galvão, em Recife, na sede do banco.

Foto: Reprodução

Durante o evento, diretor de Planejamento e Crédito do BNDES, Carlos Alexandre Da Costa, anunciou os resultados totais de desembolso da região que cresceram um total de 24% em 2017 e, na comparação com 2016, atingiram o montante de R$ 14,2 bilhões. De acordo com o Carlos Alexandre Da Costa, a região respondeu por 20% do total nacional liberado pelo Banco, maior percentual desde o início da série histórica, em 1995. O resultado também supera a participação relativa da região no PIB, que é de 14,2%, segundo dados do IBGE. De 2012 a 2017, os desembolsos para o Nordeste acumulam R$ 119,2 bilhões.

Em entrevista a O Imparcial, Carlos Alexandre Da Costa revelou que, de 2002 a 2017, o volume de contratações do BNDES com o governo do Maranhão foi de R$ 4,8 bilhões e que na base de dados da Vale/S.A. foram de R$ 7,6 bilhões, totalizando R$ 28,20 bilhões em todo o estado no mesmo período. “Este resultado é fruto de investimento que temos realizado em pesquisa e infraestrutura, em energia renovável, como a energia eólica, que é um grande motor de crescimento na região em estados como o Maranhão, na região dos Lençóis, onde instalamos unidades do complexo eólico Delta 3”, explicou Carlos Alexandre Da Costa. O complexo eólico Delta 3, que fica localizado nas cidades de Paulino Neves e Barreirinhas, foi instalado pela Omega Geração, e tem capacidade de 220,8 MW, ou seja, o equivalente a 13% de toda a energia do estado.

Parque Eólico Delta 3. (Foto: Reprodução)

Carlos Alexandre Da Costa ressaltou também que os estados que mais receberam a maior parte dos recursos liberados para a região, entre 2012 e 2017, foram Bahia (29,4% do total do Nordeste), Pernambuco (17,2%), Maranhão (16,1%) e Ceará (14,1%). Dentre os projetos apoiados no período, destacam-se a ampliação do metrô de Salvador, com expansão da linha 1 e construção da linha 2, infraestrutura de saneamento (BA), investimentos da indústria naval (PE) e da indústria automotiva (BA e PE) e implantação de parques eólicos (BA e CE).

Desafio até 2035

O diretor de Planejamento e Crédito do BNDES, Carlos Alexandre Da Costa, também mostrou durante a apresentação dos resultados quais os próximos desafios do BNDES, entre eles, o de transformar a vida de gerações de brasileiros, por meio de projetos responsáveis, como tentativa de reinventar o futuro das populações mais desassistidas. “Temos uma nova visão, audaciosa.

Reunimos vários especialistas de diversos segmentos para fazer um diagnóstico sobre a população das regiões brasileiras para transformar as condições socioeconômicas do país até 2035. Nós temos como meta melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do brasileiro de .76 para .86; elevar a renda percapita de U$ 14 mil para U$ 34 mil, além de um crescimento econômico de 2,8% ao ano”, acrescentou Carlos Alexandre Da Costa. De acordo com o diretor do BNDES, a intenção é fomentar projetos com metas que possam ser implementadas para reduzir as desigualdades entre as regiões.

Empregos e desenvolvimento regional

Somente em 2017, estima-se que a implantação de projetos com desembolso do BNDES para o Nordeste tenha sido responsável pela geração e manutenção de mais de 235 mil postos de trabalho, o que corresponde a 20% do total de empregos associados a projetos apoiados pelo BNDES no período. “A atuação do BNDES no desenvolvimento do Nordeste foi responsável por 3% das vagas de trabalho com carteira assinada na região. Além do foco em infraestrutura, nossa atuação tem grandes impactos sobre o fortalecimento das cadeias produtivas locais”, afirmou Carlos Alexandre Da Costa.

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