UNANIMIDADE

Todos os desembargadores mantêm a condenação de Lula

Desembargadores decidem manter condenação e aumentar a pena de Lula para 12 anos e um mês de reclusão. Antes a pena de 9 anos e seis meses

Reprodução

Os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal votaram em favor de manter a condenação do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva que também foi ampliada pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex, na cidade d Guarujá, São Paulo.

O primeiro a votar após três horas de leituras foi do Desembargador João Pedro Gebran Neto, que é o relator do processo e recusou todos os recursos apresentados pela defesa. Além disso o magistrado determinou uma manutenção da pena para 12 anos e 1 mês de reclusão e 280 dias-multas para o presidente. Antes a pena de 9 anos e seis meses, que na ocasião foi estipulada por Moro.

“Infelizmente e, reafirme-se, infelizmente está sendo condenado um ex-presidente da República, mas que praticou crime e pactuou direta ou indiretamente com a concretização de tantos outros”, disse o relator.

Segundo voto

O segundo voto foi do presidente da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª (TRF-4), o desembargador Leandro Paulsen, após o intervalo e também votou na condenação do ex- presidente Lula.

Paulsen concordou com o voto do relator na rejeição dos recursos da defesa de Lula.” Aqui ninguém pode ser condenado por ter costas largas, nem ser absolvido por ter costas quentes”, disse Paulsen, que também é revisor do processo.

Terceiro voto

Após acompanhar os dois primeiros votos, o desembargador Victor dos Santos Laus deixou sua decisão a favor da condenação de Lula. Ele reforçou que o julgamento se dava sobre fatos e não sobre pessoas. “A nós interessa o fato, aquilo que de concreto aconteceu. Pessoas se viram envolvidas. Mas repito: não julgamos pessoas. O fato de ser cometido por alguém é do mundo das coisas”,informou Laus.

Lula vai será preso imediatamente?

Não. Antes mesmo do julgamento iniciar o TRF-4 já havia anunciado que só haverá prisão após os esgotamentos de todas as possibilidades de recurso no tribunal.

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