NEGÓCIOS

Venda de veículos aumenta 5,78% no Maranhão

De acordo com a Fenabrave, o número de automóveis e picapes vendidos no Maranhão, de janeiro a novembro deste ano, é superior ao mesmo período de 2016.

Reprodução

O mercado automotivo do Maranhão passa por recuperação nas vendas de veículos nos segmentos auto (carros de passeio) e comercial leve (picapes e furgões). De janeiro a novembro deste ano, as vendas dos dois modelos somaram 24.113 unidades. No mesmo período de 2016 foram vendidos 22.796 veículos. A diferença representa um aumento de 5,78% na comercialização no estado.

Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Apesar do mês de novembro apresentar queda de 8,58% nas vendas nos dois segmentos em relação a outubro, quando 2.423 unidades foram comercializadas, o mercado segue a linha de otimismo, pois ao vender 2.215 veículos em novembro, o desempenho é melhor que o mesmo mês de 2016, quando 1.945 unidades foram vendidas, ou seja, um aumento de 13,88%. O setor espera continuar o bom desempenho em dezembro para fechar o ano de 2017 com uma margem de vendas definitivamente superior à de 2016.

São Luís

A capital maranhense também confirmou o bom desempenho na venda de veículos nos segmentos auto e comercial leve. No acumulado do ano, São Luís registrou a venda de 13.444 veículos. O resultado representa um aumento de 12,40% com relação ao ano anterior, quando 12.354 veículos foram comercializados de janeiro a novembro. De acordo com os dados da Fenabrave, no mês de novembro passado, os autos e comerciais leves vendidos em São Luís somaram 1.233, enquanto no mesmo mês de 2016 foram 1.097, representando um aumento de 12,40%.

Venda de consórcios de automóveis cresce 123% em São Luís
O mercado de consórcio de veículos também observou crescimento na adesão ao sistema como uma opção de muitos brasileiros para a crise. Uma das razões é que essa forma de aquisição de bens apresenta taxas mais acessíveis que os juros de financiamento.

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), em agosto, o país registrou 216,5 mil adesões no sistema de consórcios, sustentando o ritmo de crescimento registrado nos sete meses anteriores. O acumulado dos oito primeiros meses atingiu 1,520 milhão de unidades, com 7,1% de alta sobre as 1,419 milhão registradas no mesmo período em 2016. De janeiro a julho, as classes C e D concentraram a maior parte dos investidores nesse tipo de financiamento, que em 83% dos casos é utilizado para comprar carros e motos, como aponta a Abac.

Em São Luís, o Consórcio Saga, empresa associada à BR Consórcios, registrou aumento de 123% nas vendas de consórcios de automóveis de janeiro a setembro de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016.

O diretor da empresa, Mário Roquette, explica que o mercado vem crescendo, pois a aquisição de cartas de crédito para o consórcio de automóveis, imóveis e motos tornou-se uma forma segura para a construção de patrimônio dos brasileiros, já que muitos deles ainda não adquiriram o hábito de poupar mensalmente. Ao mesmo tempo, alerta que é preciso entender sobre como funciona e cuidados na hora de escolher uma empresa.

Além disso, para o empresário, o consórcio é mais acessível ao bolso do brasileiro, pelo fato de não ter juros, apenas o pagamento de uma taxa. É composto de taxa de administração (custo operacional para a administradora administrar os grupos, formação de assembleias e entrega de bens), fundo de reserva (utilizado para suprir a inadimplência do grupo) e o seguro de vida (que cobre morte ou invalidez permanente do consorciado).

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