FUTEBOL MARANHENSE

Clubes maranhenses apostam em velhos conhecidos para 2018

Sampaio desponta como principal favorito apostando na base de 2017, enquanto Moto Club e Imperatriz aceleram suas preparações para surpreender.

Jogadores e técnico do Sampaio comemoram vitória. Foto: Elias Auê / Sampaio FC.

O Campeonato Maranhense de 2018 começou uma série de polêmicas e reclamações acerca da tabela da competição, principalmente por parte do Moto Club, mas o certo é que os clubes iniciam suas preparações apostando em velhos conhecidos no comando técnico.

Sampaio desponta como principal favorito apostando na base de 2017, enquanto Moto Club e Imperatriz aceleram suas preparações para surpreender. Maranhão, Bacabal e Cordino apostam em nomes conhecidos, enquanto o Santa Quitéria continua com o mesmo treinador. Apenas o São José é uma incógnita sem anunciar sua comissão técnica para 2018.

Continua igual
O Sampaio Corrêa apostou na permanência de Francisco Diá, campeão estadual de 2017 e maestro do retorno do Tricolor à Série B do Campeonato Brasileiro. Com mais força e credibilidade, o treinador espera mais um ano de glória no comando da equipe.

Vindo do Altos-PI, Diá acertou com o Tubarão em fevereiro de 2017 e de lá para cá foram 38 jogos com 17 vitórias, 12 empates e nove derrotas com um aproveitamento de 55,2% na temporada.

Assim como o grande rival, o Moto Club resolveu por mantero seu treinador. Marcinho Guerreiro inicia pela primeira vez a carreira como comandante do clube. Em 2017, o ex-auxiliar comandou o Rubro-Negro por 15 jogos e conseguiu sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas e um aproveitamento de 55%, bem acima do que os 36,1% que o clube teve em toda a temporada com os outros três treinadores (Ruy Scarpino, Marcelo Vilar e Leston Júnior).

Com uma equipe mais modesta e com objetivos mais acessíveis, Marcinho pode ser uma peça importante na tentativa de retorno do Moto à Série C, bem como na busca pelo título estadual.

Quem também “manteve” o treinador de 2017 foi o Santa Quitéria. Marquinhos Fumê foi o grande responsável pela classificação do clube para a semifinal do 2º turno do Estadual, que acabou apenas com a derrota para o Cordino em pleno Rodrigão.

Nos 11 jogos disputados em 2017, Fumê acumulou quatro vitórias, três empates e quatro derrotas e um aproveitamento de 45%. Além disso, colocou a equipe à frente de clubes com maior investimento como Maranhão e São José.

Novas velhas caras
No Maranhão Atlético, a situação não é diferente. Com sérios problemas financeiros, a direção do clube resolveu apostar mais uma vez no técnico Meinha. Aos 64 anos, o treinador volta ao Parque Valério Monteiro para tentar conquistar uma vaga nas competições nacionais de 2019.

Um dos treinadores mais vitoriosos do MAC nos últimos anos, Meinha conquistou o Maranhense de 2007 e da Segundinha em 2015. Em sua última passagem pelo clube, em 2016, colocou o Maranhão na terceira posição e o classificou para a Série D de 2016 e 2017. Na ocasião, teve um aproveitamento de 53% dos pontos nos 15 jogos do Estadual.

O recém-promovido Bacabal acertou com o vice-campeão estadual de 2017, Marlon Cutrim. O treinador foi o responsável pelo título da Segundinha deste ano e continua no comando do clube para 2018. Rebaixado em 2014, o BEC volta com tudo e espera fazer uma grande campanha no próximo ano.

Pela Onça de Barra do Corda, Cutrim teve 45,8% de aproveitamento em 2017 com nove vitórias, seis empates e nove derrotas em 24 jogos, mas o importante foi o primeiro título de turno da história do clube, bem como o primeiro vice-campeonato estadual.

O Imperatriz também buscou um das gratas surpresas do Maranhense de 2017. O técnico Paulinho Kobayashi comandou o São José no 1º turno da competição e classificou a equipe para as semifinais, mas acabou optando por substituir Francisco Diá no comando do Altos-PI.

No Piauí, conquistou o Campeonato Estadual e decepcionou na Série D. Agora, Kobayashi retorna ao Maranhão para comandar o Cavalo de Aço. A expectativa da direção cavalina é repetir 2015 e voltar a brigar pelo título após a inesperada derrota diante do Cordino no 1º turno em 2017.

Com quatro competições a disputar em 2018 (Campeonato Maranhense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série D), o Cordino não resolveu investir em nenhum nome muito forte para a temporada. O escolhido foi Leandro Lago, que treinou o Americano no Maranhense de 2017. Rebaixado em 2017, Lago conseguiu apenas um ponto em dez partidas disputadas com o Americano.

A direção do Cordino fez uma aposta arriscada, mas com baixo custo. Uma possível ascensão das qualidades de Lago pode ser uma grande colheita para o clube. Por fim, o São José ainda não anunciou a comissão técnica para 2018. Mas a tendência é que a escolha seja feita com nomes conhecidos do futebol maranhense.

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