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Maranhão é o maior produtor de carvão do país

São 544 mil toneladas produzidas por ano, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE

Reprodução

No Maranhão, a produção da extração vegetal e da silvicultura alcançou um total de R$ 548,5 milhões no ano passado. Os dados fazem parte do relatório da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) divulgado na semana passada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, o valor total das produções foi de 18,5 bilhões.

De acordo com relatório, o valor da produção da extração vegetal maranhense em 2016 foi de R$ 303 milhões, enquanto que na silvicultura o valor obtido no ano passado foi de R$ 281,5 milhões. Somadas, o valor das duas produções no estado chegou a R$ 584,5 milhões.

Ao fazer-se uma comparação com o ano de 2015, observa-se que houve redução de 8% no valor total da produção da extração vegetal e da silvicultura, passado de R$ 637,3 milhões em 2015 para R$ 584,5 milhões no ano passado.

Ainda em 2015, os dados da PEVS mostram que, somente na produção da extração vegetal, o valor obtido foi de R$ 352,6 milhões, enquanto que na silvicultura o valor foi de R$ 284,7 milhões. Em todo o Brasil, houve uma redução desse quantitativo naquele ano.

Produtos

Em relação à produção extrativa do estado, a lenha está ocupando a primeira posição no ranking, pois no ano de 2016 foi registrado um total de 2.094.874 metros cúbicos produzidos, tendo um rendimento superior a R$ 49 milhões no mercado.

Em segundo lugar se encontra o carvão vegetal, com produção de 161.232 toneladas, cujo valor ultrapassou a marca de R$ 120 milhões. Em todo o Brasil, a produção de carvão vegetal extrativo foi de 544,5 mil toneladas e o principal produtor foi o Maranhão, seguido pelos estados da Bahia (100,5 mil toneladas) e Piauí (72,8 mil toneladas). Entre os municípios, os líderes estão Baianópolis (BA), Grajaú (MA), Riachão das Neves (BA) e São Desidério (BA).

Brasil

Em todo o país, o valor da silvicultura e da extração vegetal somou R$ 18,5 bilhões em 2016, com crescimento de 0,8% em relação a 2015. A silvicultura (obtida em florestas plantadas), contribuiu com 76,1% (R$ 14,1 bilhões) do total, enquanto a extração vegetal (coleta de produtos em matas e florestas nativas) teve participação de 23,9% (R$ 4,4 bilhões).

Os produtos madeireiros foram responsáveis por 97,7% (R$ 13,8 bilhões) e os não madeireiros por 2,3% (R$ 327,0 milhões) do valor de produção da silvicultura. Na extração vegetal, os produtos madeireiros e os não madeireiros representaram, respectivamente, 64,5% (R$ 2,9 bilhões) e 35,5% (R$ 1,6 bilhão).

A pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) investigou 37 produtos oriundos do extrativismo vegetal e sete da silvicultura de todos os municípios brasileiros. A pesquisa trouxe informações sobre a produção, a variação e a distribuição espacial de produtos madeireiros e não madeireiros, assim como a participação da extração vegetal e da silvicultura no valor da exploração vegetal.

Na avaliação de João Ricardo Costa, Analista e Coordenador de Disseminação de Informações da unidade regional do IBGE no Maranhão, os dados da PEVS representam mais do que um banco de dados, constituindo-se também como direcionamentos para a implementação de políticas públicas para o setor rural.

“Com os números divulgados, é possível elaborar e avaliar políticas públicas voltadas para esse setor da economia, bem como mensurar para o governo, produtores e sociedade em geral como vem ocorrendo o processo de exploração dos recursos vegetais nativos”, avaliou.

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