Crise

São Luís tem o maior índice de desemprego entre capitais

Capital maranhense registrou 19,8% de desocupação no último trimeste. Maranhão registrou uma diminuição no desemprego de 0,4%

São Luís foi a capital brasileira com maior taxa de desemprego no Brasil, na comparação percentual (19,8%), durante o segundo trimestre de 2017. Os dados são da Pesquina Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. A capital maranhense dividiu a primeira posição com Manaus, ambos com 19,8% de desocupação seguidos de Natal com 17,3%. A capital com menor taxa é Florianópolis. com 7,6%.

São Luís tem um índice alarmante de crescimento no número de desocupados. No mesmo período (abril-maio-junho) em 2016, o percentual era de 16,4% passando a 19,3% no primeiro trimestre de 2017 e chegando ao percentual atual. Um aumento de 3,4% no período de um ano.

Por outro lado houve um aumento no rendimento médio. O trabalhador atualmente ganha, em média, R$ 2.097. Há um ano, o valor recebido era de R$ 1728.

Maranhão

Quando analisado o resumo estadual, a situação maranhense é um pouco melhor com o estado ficando na 5ª posição com 14,6% com uma diminuição de 0,4% ao primeiro trimestre de 2017, um número menor que a média do Nordeste com 15,8%.

Por outro lado, o nível de ocupação estadual registrou uma queda de 1% nos últimos três meses. E o Maranhão também perdeu 1,4% da taxa de participação na força de trabalho.

Atualmente, o Maranhão tem 393 mil pessoas desocupadas e com isso houve uma redução em 19 mil pessoas em relação ao primeiro trimestre.

Brasil

O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação. A taxa, que ficou em 13%, representa 13,5 milhões de pessoas sem ocupação.

Houve quedas em todas as grandes regiões. A exceção foi o Nordeste onde, embora tenha havido retração de 16,3% para 15,8%, técnicos consideram que há estabilidade.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a abril, maio e junho, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior. A pesquisa apresenta como destaques as regiões Norte, onde a taxa de desocupação caiu de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, com recuo de 12% para 10,6%.

Os dados indicam que o desemprego no Sudeste passou de 14,2% para 13,6%, e no Sul, de 9,3% para 8,4%.

Em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8% e em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8%. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Para o total do país, o desemprego caiu de 13,7% para 13%.
População ocupada

Os dados indicam que a população ocupada no segundo trimestre deste ano, de 90,2 milhões de pessoas, era integrada por 68% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalham por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Nas regiões Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.

No segundo trimestre de 2017, 75,8% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,6% deles tinham carteira de trabalho assinada.

Já a taxa de rendimento médio real de todos os trabalhos fechou o segundo trimestre em R$ 2.104, enquanto a massa de rendimento médio real ficou estável em R$ 185,1 bilhões.

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