"Ô da poltrona!"

Remake de ‘Os Trapalhões’ estreia neste domingo

Este ano, “Os Trapalhões” originais completam 40 anos. O espírito trapalhão é trazido de volta no remake da série, que estreia hoje no canal Viva, e em setembro na tela da Globo

Os Trapalhões originais completam 40 anos em 2017.

Os Trapalhões originais completam 40 anos em 2017.

Sem cerimônia, Renato Aragão chegou para falar com a imprensa na sexta-feira (14). Acostumado com os holofotes, ele não estava nervoso, muito menos preocupado com as perguntas que teria de responder. Mesmo assim, parecia incomodado.

O ícone da televisão não entendia o motivo de tanta gente querer falar com ele. “Estamos todos nivelados, não existe ninguém maior ou menor. Não existe nem mestre nem aprendiz”, disse ele, contando como foi encontrar os jovens Lucas Veloso, Bruno Gissoni, Mumuzinho e Gui Santana, escalados para trazer o espírito trapalhão de volta no remake da série “Os Trapalhões”, que estreia dia hoje no canal Viva, e em setembro na tela da Globo. “Fiquei preocupado com os quatro meninos que chegaram, de acontecer alguma rejeição daquele público que assistiu aos Trapalhões naquela época. Tivemos muito cuidado de dizer que eles não são Didi nem Dedé”, afirmou.

Este ano, “Os Trapalhões” originais completam 40 anos. E Renato se emociona ao lembrar dos velhos tempos. “Nos bastidores, o Didi chora quando fala da época dos Trapalhões”, entregou Gui.
Mas o que realmente mexe com o coração do mestre é perceber quantas pessoas admiram o seu trabalho. “Eu já fiz 50 filmes, cada filme empregava um monte de gente, você soma isso… Aliás, o Rodrigo Fonseca, que é um pesquisador, chegou para mim e falou: ‘Renato, quantas pessoas você acha que já levou ao cinema?’ Todos os meus filmes, pelos cálculos que fizeram, foram 173 milhões de pessoas. Quase a população do Brasil. E agora, como eu vou corresponder a essa gente toda?”, desabafou.

Ansioso para ver o resultado do trabalho de seus “filhos”, Renato não hesitou em dizer quem está melhor nas gravações. “O Mumuzinho. Ele assumiu o Mussum com verdade. E eu não botava muita fé.”

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