Televisão

Como uma personagem muda a vida do intérprete

Zezé Polessa exalta o tom colorido e cheio de humor da exagerada Edinalva de “A Força do Querer”

Por: Geraldo Bessa (Tv Press)
Foto: Reprodução

Alguns personagens têm o poder de modificar um pouco a vida de seus intérpretes. Zezé Polessa, por exemplo, adotou uma postura mais festiva e colorida sobre sua própria rotina ao viver a exagerada e divertida Edinalva de “A Força do Querer”. “Edinalva não tem tempo ruim. Gosta de sair, paquerar e sempre enxerga o lado bom das situações. Com ela, eu voltei a dançar e a rir um pouco mais da vida”, empolga-se a atriz, que cita a cantora paraense Dona Onete, de 79 anos, como sua principal referência para o papel.

Carioca que deixou a Medicina de lado para viver da atuação, Zezé estreou na tevê no final dos anos 1970 e logo se destacou por conta de sua versatilidade. Em cena, colocou seu “timing” certeiro de humor a serviço de tramas como “Top Model” e “Porto dos Milagres”. Na mesma medida, exibiu sua habilidade para o drama em produções como “Memorial de Maria Moura” e na recente “Liberdade, Liberdade”. Aos 63 anos, segue como uma das atrizes mais disputadas do “casting” da Globo. “Ao fim de cada trabalho, sempre penso que vou ficar um tempo a mais de férias, mas algo me tira do sossego. E acho isso maravilhoso. Faço o que gosto e da maneira que me é mais interessante. Isso não tem preço”, valoriza.

Entrevista com Zezé Polessa

“A Força do Querer” é seu sexto trabalho sob o texto da Glória Perez. É sua autora de tevê preferida?
Tem alguns autores que eu gosto muito de trabalhar e a Glória está entre eles. Ainda não tinha parado para pensar nessa longevidade entre a minha atuação e o texto dela e me sinto muito grata. A escrita dela é muito peculiar. Muito além da história, acredito que ela é uma grande criadora de personagens. Em “A Força do Querer”, por exemplo, ela criou um mosaico incrível. E para atores que gostam de sair um pouco da realidade, exagerar em algumas tintas. Mas, ainda assim, soa crível, é uma maravilha.

Personagens carregados de composição são frequentes na sua trajetória. O que a leva a esses tipos?
Talvez seja pela minha curiosidade. Às vezes, leio a sinopse e o perfil da personagem e eles não me atraem de primeira. Fico pensando nelas, analisando as informações que tenho, vendo se eu poderia fazer algo para agregar ao trabalho, pensando sotaques, aí ligo para quem me convidou e acerto tudo (risos). Aconteceu isso com a Edinalva, por exemplo.

O que a fez mudar de ideia?
Entender que era uma personagem que eu nunca tinha feito. Quando surgiu o convite, achei ela meio parecida com algumas coisas que já fiz. Mas a Glória sabe atrair os atores que quer. Teve um dia que eu estava sem fazer nada em casa, ela me ligou e falou: “Quer ir comigo à gafieira?”. Nunca fui de dançar, mas era a autora me convidando e fui. Foi um momento muito engraçado e de descoberta. Há muito tempo eu não dançava tanto e aí entendi a temperatura da Edinalva. Achei que ela fosse mais séria, densa e eu tinha acabado de fazer “Liberdade, Liberdade”. Mas o “colorido” dela me convenceu.

Ir até Belém do Pará a ajudou a entrar na personagem?
Muito. Belém é uma cidade única. Não pisava lá há 30 anos e foi um ótimo reencontro. Pena que eu estava trabalhando e é preciso ter um cuidado extra para não atrapalhar as gravações. Mesmo assim, adoeci durante a estadia no interior do Pará. Fiquei quatro dias internada. Tive uma febre estranha e uma infecção urinária. Por sorte, conheci um ótimo infectologista por lá e fui muito bem cuidada. A parte boa disso tudo é que conviver ainda mais com as pessoas de lá me ajudou com o sotaque.

Foi difícil encontrar o ponto certo?
Não sei se encontrei de fato. Às vezes acho que sim, em outras não. A direção tentou unificar o sotaque do núcleo paraense, mas o jeito deles de falar é muito específico. Partimos do tom nordestino que é mais recorrente em novelas, mas o sotaque do Pará é mais suave. Eu conversava com as pessoas de lá e ficava medindo em quais vogais o sotaque se fazia presente. Acabei por caprichar nas finalizações das frases e usar expressões locais como “Mas quando já”, que é quando eles questionam alguma história, e “Égua”, palavra que serve para uma infinidade de coisas, do susto ao elogio.

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