Jamaica Brasileira

São Luís ganhará o primeiro Museu do Reggae

A autorização do início do serviço de implantação do espaço será assinada hoje pelo governador Flávio Dino; o museu tem inauguração prevista para agosto deste ano

Reprodução

A ‘massa regueira’ e admiradores das radiolas de reggae terão a oportunidade de contemplar aparelhos musicais do passado e de conhecer em detalhes os objetos que retratam a história deste estilo musical e de vida do Maranhão à Jamaica. A novidade começa a se concretizar hoje, Dia Nacional do Reggae.  O prédio fica na Rua da Estrela, nº124, Centro, em São Luís, a ‘Jamaica brasileira’.

O Museu do Reggae ficará integrado às casas de cultura da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur). A inauguração do espaço está prevista para agosto de 2017. Serão 397 metros quadrados de área para o visitante. O ambiente oferecerá recursos tecnológicos, linha do tempo, recursos audiovisuais, história das radiolas, objetos característicos do reggae desde os antigos até os mais modernos e um espaço exclusivo para homenagear Bob Marley.

“Este museu vem fortalecer o movimento reggae do Maranhão e também enfatizar o nosso nome de ‘Jamaica brasileira’. Com a fundação do local, outras gerações terão acesso à história do reggae”, diz a DJ e cantora de reggae Negra Glícia. A artista é conhecida pelo ritmo que toca nas radiolas das casas de reggae do estado e pela voz forte que ecoa nas lutas em defesa dos movimentos sociais, dando vez ao empoderamento, à militância feminina e espaço às mulheres negras.

Para Negra Glícia, o Museu do Reggae é uma vitória de todos os maranhenses: “Mais uma conquista do que é nosso, do que é de raiz. A partir de agora é fortalecer e somar para que história do reggae fique disponível de forma material para todo mundo”.

“Acho que valoriza todos nós, DJs, donos de radiola, donos de casa de reggae, bombonzeiros, produtores, cantores, todo mundo. É uma grande conquista para o Maranhão, quanto componente cultural nosso!”, ressalta.

VELHOS GUERREIROS REGUEIROS

Com o imenso desafio de materializar memórias, construir a narrativa do ontem, do hoje e também tentar captar as tendências do amanhã, o DJ Ademar Danilo assume o cargo de diretor do Museu do Reggae. Ele conta que essa é a realização de um antigo sonho dos ‘velhos guerreiros regueiros’.

“O reggae se presta a ser veículo de mensagens de liberdade, igualdade, paz, amor e harmonia. É uma música militante que combate preconceitos e discriminações”, afirma.

Para o diretor, “o reggae, definitivamente, já é um elemento cultural do nosso povo e influencia na maneira do maranhense falar, vestir, dançar… A criação do Museu é o reconhecimento que o Governo do Maranhão dá à relevância que esse movimento tem no Estado”.

O DJ e diretor ressalta a cadeia produtiva do ritmo que engloba todas as camadas sociais, étnicas e etárias do Estado: “Não é à toa que São Luís, é conhecida nacional e internacionalmente como a ‘Jamaica brasileira’”.

Ademar agradece ao convite do governador Flávio Dino e diz esperar ter capacidade de corresponder à confiança. “Agradeço também o apoio firme e decidido de amplos setores do reggae, como a Comissão Integrada Reggae e Turismo (CIRT), DJs, bandas, radiolas, cantores, radialistas, dançarinos e apreciadores de uma boa ‘pedra de responsa’, complementa.

MARCO HISTÓRICO

Para celebrar o dia do reggae, o aniversário de Bob Marley e o marco da implantação do Museu do Reggae em São Luís, será realizado hoje um show com mais de 50 artistas. O evento, realizado pelo Governo do Estado, acontece a partir das 18h no Centro Histórico de São Luís, Praça da Criança (cruzamento da Rua da Estrela com a Rua de Nazaré).

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