CASO MARIANA

“Não vejo lógica em estar aqui”, diz testemunha de Lucas Porto

Flávia Raquel trabalhou por 4 anos e 8 meses na casa do Lucas Porto, como babá das filhas do acusado

Testemunha de defesa Flávia Raquel em depoimento na tarde desta quinta-feira (18). Foto: Daniel Moraes / O Imparcial

Nesta tarde, uma das testemunhas de defesa de Lucas Porto, acusado do assassinato de sua cunhada Mariana Costa, foi interrogada Salão de julgamento da Quarta Vara do Júri. Os interrogatórios acontecem desde o início desta quinta-feira (18).

A testemunha identificada como Flávia Raquel, trabalhou 4 anos e 8 meses na casa do Lucas Porto, como babá das suas filhas. A mulher, que afirmou ter sido convidada pela família de Lucas para depor, foi questionada sobre o temperamento do réu, relação com as filhas e com a esposa Carol (irmã da vítima),  e se alguma vez foi assediada pelo empresário.

Ela o descreveu como uma pessoa tranquila e amorosa com a família, porém quando questionada sobre o crime, ela afirmou “Não vejo lógica em estar aqui”, argumentou a testemunha.

Entenda o caso

O crime praticado por Lucas Porto tem incidência no artigo 121 (homicídio qualificado), parágrafo 2º, incisos III, IV, V e VI (asfixia: mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; contra a mulher por razões da condição de sexo feminino/feminicídio), combinado com o artigo 69 (quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa das penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela) e artigo 213 (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso), do Código Penal Brasileiro.