
O GP da Belgica acabou marcado pelos pneus. Primeiro a histriônica trapalhada da Williams, calçando dois tipos de pneus (o que é expressamente proibido) no carro de Bottas no pit stop e pelo estouro do traseiro direito de Sebastian Vettel.
O primeiro caso, associado a mais uma corrida prejudicada por mais uma classificação desastrosa de Kimi Raikonen, embolaram o segundo pelotão na tabela. Massa fez uma corrida honesta, mas beneficiou-se definitivamente do erro com seu companheiro de equipe para ultrapassá-lo na pontuação. Em mais um acorrida de recuperação, Kimi saiu em 14° e ganhou sete posições. Com certeza marcaria mais pontos se largasse melhor e está empatado em 82 pontos com Felipe, que largou em sétimo e ganhou apenas uma posição terminada a prova. Valteri Bottas segue a dupla de perto com 79 pontos.
O pneu estourado de Vettel é fruto do tipo de estratégia arriscada que o alemão resolveu adotar para chegar em terceiro e manter-se matematicamente vivo no campeonato. O risco em si entrega que a Ferrari pode ter estacionado seu desenvolvimento em relação á Mercedes e pode ter sido algo fútil. O tetracampeão tem o terceiro lugar no campeonato praticamente garantido, mas pode acabar sendo alcançado por Raikonen, Massa ou Bottas se começar a apostar demais. Fato é que ele pode estar já se descolando do primeiro bloco na tabela, que deve ficar exclusivo para os pilotos da Mercedes.
Boas também foram as atuações de Romain Grosjean, que levou a Lotus de volta ao pódio com o terceiro lugar que herdou de Vettel e Danil Kvyat, que chegou num sólido quarto lugar com a Red Bull. A zona de pontos foi completada por Verstappen em 8°, Bottas em 9° e Ericsson, o sueco da Sauber em 10°. Felipe Nasr, o brasileiro da mesma equipe completou em 11°. Poderia ter marcado pontos largando em melhor posição, mas ainda está bem na fita, com mais que o dobro de pontos que seu colega escandinavo.
Lá na frente, mais do mesmo. Hamilton segue rumo ao tri nadando de braçada enquanto Rosberg continuam sublinhando a sua incapacidade de fazer frente ao inglês. Se Nico desandasse a vencer corridas com Lewis chegando em segundo, levaria quatro provas para descontar a diferença de 28 pontos que os separa. Ainda temos oito etapas, mas o alemão simplesmente não parece ser feito do material necessário.