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Ativos alternativos: como ampliar o potencial da sua carteira sem aumentar o risco?

Com uma estratégia equilibrada, eles podem contribuir estrategicamente para a carteira.

Stock Exchange Trading Forex Finance Graphic Concept
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Diversificação é uma das palavras mais repetidas no universo dos investimentos. Afinal, dividir o capital entre diferentes classes de ativos ajuda a equilibrar risco e retorno ao longo do tempo.

Mas, além das opções tradicionais (como ações, fundos e renda fixa), cresce o interesse por ativos alternativos, que podem melhorar o desempenho da carteira sem comprometer a relação risco-retorno, desde que sejam usados de forma estratégica. A ideia de incluir ativos alternativos não significa abrir mão da solidez de uma base formada por produtos mais tradicionais.

Ao invés disso, a estratégia é utilizar pequenas porções do portfólio para explorar novas fontes de retorno, diminuir a correlação entre os ativos e estar preparado para diferentes cenários econômicos. Um exemplo disso são as criptomoedas, como o Bitcoin (BTC), que, apesar de sua volatilidade, têm demonstrado importância em carteiras diversificadas quando empregadas em quantidades controladas.

Este conteúdo não é uma recomendação de investimento.

O que são ativos alternativos e por que os considerar?

Ativos alternativos englobam investimentos que fogem da classificação tradicional de ações, títulos públicos, fundos e renda fixa bancária. Entre eles estão fundos imobiliários, commodities, criptomoedas, private equity e até obras de arte e/ou colecionáveis.

O principal motivo para considerá-los é a diversificação: ativos alternativos, em geral, têm baixa correlação com os mercados tradicionais. Isso significa que, uando ações ou títulos recuam, esses ativos podem apresentar comportamentos descorrelacionados, ajudando a proteger a carteira. Além disso, alguns oferecem oportunidades de valorização em cenários específicos, funcionando como complemento de longo prazo.

Como avaliar o risco e o retorno de cada alternativa?

Um dos pontos centrais ao analisar ativos alternativos é entender seu perfil de risco. Cada tipo de investimento possui uma combinação própria de volatilidade, liquidez e potencial de ganho.

  • Liquidez: enquanto um fundo imobiliário tem negociação diária na bolsa, investimentos em private equity podem levar anos até gerar retorno;

  • Risco: criptomoedas, por exemplo, apresentam oscilações intensas, mas podem trazer ganhos expressivos para quem tem tolerância à volatilidade;

  • Retorno esperado: commodities e imóveis, em geral, oferecem retornos moderados, mas podem servir como proteção contra a inflação.

A chave é inserir esses ativos em proporções que façam sentido para o perfil do investidor, evitando exposição excessiva a riscos que não possam ser suportados.

O papel das criptomoedas na diversificação da carteira

As criptomoedas têm conquistado espaço no mercado financeiro global e já são vistas como alternativa viável para a diversificação. Apesar de ainda serem bastante voláteis, ativos como o BTC vem atraindo investidores institucionais e atuar como proteção em períodos de incerteza.

O segredo está na dosagem. Geralmente, especialistas sugerem que a exposição seja pequena, entre 1% e 5% da carteira, dependendo do perfil. Isso permite capturar valorização potencial com impacto limitado na volatilidade geral da carteira.

Fundos imobiliários e outras alternativas de renda passiva

Entre os ativos alternativos mais populares no Brasil estão os fundos imobiliários (FIIs). Eles permitem ao investidor acessar o mercado imobiliário de forma prática, com liquidez diária na bolsa e distribuição periódica de rendimentos, geralmente mensal.

Além dos FIIs, também é possível considerar fundos de infraestrutura, precatórios e até mesmo debêntures incentivadas como formas alternativas de gerar renda passiva. Esses instrumentos se destacam por oferecer retornos atrelados a setores específicos, ao mesmo tempo em que ajudam a diversificar frente às oscilações de ações e títulos públicos.

Estratégias práticas para inserir ativos alternativos

Para incluir ativos alternativos em uma carteira, algumas estratégias são recomendadas:

  1. Comece pequeno: destine uma pequena parcela da carteira, para ativos alternativos;

  2. Equilibre diferentes riscos: combine opções mais estáveis, como FIIs, com ativos mais voláteis, como criptomoedas;

  3. Revise periodicamente: reavalie a alocação para verificar se a exposição continua alinhada ao seu perfil e aos objetivos;

  4. Aproveite produtos acessíveis: ETFs e fundos multimercado podem ser portas de entrada para ativos alternativos de forma prática.

Erros comuns ao investir em alternativas e como evitá-los

Apesar do potencial, alguns erros são frequentes entre investidores iniciantes:

  • Concentrar demais em um único ativo, acreditando em promessas de ganhos rápidos;

  • Ignorar a liquidez, escolhendo alternativas que podem demorar anos para gerar retorno sem considerar a necessidade de resgate;

  • Subestimar a volatilidade, principalmente em criptomoedas;

  • Não diversificar dentro da própria classe, limitando-se a apenas um tipo de ativo alternativo.

Evitar esses equívocos aumenta as chances de que os ativos alternativos realmente cumpram o papel de fortalecer a carteira.

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