INOVAÇÃO

Parque Botânico de São Luís recebe feira de tecnologia

EFCday celebra inovações na Estrada de Ferro Carajás, maior ferrovia de passageiros do Brasil

Braço robótico é usado na manutenção de trens (Alan Azevedo / O Imparcial)

Em meio aos bosques e trilhas do Parque Botânico Vale, em São Luís, é possível encontrar braços robóticos e até inteligência artificial. Parece coisa de filme, mas é tudo de verdade e faz parte da feira de tecnologia EFCday – a sigla é referente à Estrada de Ferro Carajás (EFC). O evento, realizado nesta quarta-feira (23), teve como objetivo apresentar as tecnologias e inovações aplicadas à ferrovia, assim como reunir estudantes, universidades, startups e empresas.

Mais de três décadas depois de sua inauguração, a ferrovia virou símbolo de modernização ao empregar treinamento em realidade virtual, piloto automático, automação e inteligência artificial. Atualmente a EFC conta com 900 quilômetros de trilhos e uma frota de 270 locomotivas e 20 mil vagões. O sistema transporta 200 milhões de toneladas de minério e cerca de 300 mil passageiros.

“Realizamos o treinamento para controlador e maquinista em um galpão com telas que formam imagens em 360º. Usamos para simular situações extremas em diversos cenários. O programa existe há cinco anos”, explicou Lúcio Fernando, da Operação de Trens da Vale. Na feira, óculos 3D com amostras do treinamento imersivo estavam disponíveis para o público.

Lúcio Fernando mostra os óculos 3D (Alan Azevedo / O Imparcial)

Outra inovação, ainda mais recente, é o piloto automático de trens. “O Trip Optimizer é orientado pelo controle de tráfego e oferece economia de 2,45% de combustível em uma viagem completa, de 36 horas”, contou Luiz Fernando, analista operacional. Ele destacou que o sistema, que vai entrar em operação neste ano, não substitui o maquinista, que supervisiona a operação.

Réplica de controle de locomotiva (Alan Azevedo / O Imparcial)

Um braço robótico atraiu a atenção do público. Tratava-se de uma versão em miniatura: a máquina original chega a pesar meia tonelada e é responsável pela manutenção de vagões da EFC. Ao lado, um modelo de trilhos usado para treinamento da equipe de investigadores de acidentes. Segundo o supervisor de capacitação técnica Paulo Dutra, o descarrilamento é o tipo de acidente mais comum.

O EFCday trouxe também o Centro de Inteligência Artificial da Vale, criado em 2016 e estabelecido na cidade de Vitória, Espírito Santo. O sistema realiza previsões de quebra de trilhos e falhas na cadeia de mineração, prevenindo perda de dinheiro e tempo.

Público interage com modelo de trilho para treinamento (Alan Azevedo / O Imparcial)

Inovação jovem

A feira de tecnologia, com 700 inscritos, estava tomada por jovens curiosos pelos projetos inovadores. Um grupo de estudantes do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual do Maranhão foi apresentar seu projeto de aerodesign, que será inscrito em uma competição da EMBRAER.

Estudantes da UEMA apresentam modelo de aerodesign (Alan Azevedo / O Imparcial)

“O avião pode ser utilizado para monitoramento de área, pequenos transportes, pulverização. O modelo não é tripulado e funciona via rádio controle”, disse Carlos Breno Cutrim, estudante de 21 anos.

Focado na formação desses jovens, o Senac também participou do evento com uma arena de robótica para o público se divertir. “Temos robôs construídos com impressora 3D desde o zero e robôs feitos apenas de sucata. A robótica pode ser democrática”, pontuou Mauro Diniz, gerente da Unidade de Tecnologia do Senac. A instituição oferece diferentes cursos profissionalizantes na área.

O EFCday contou com diversos stands de iniciativas inovadoras, palestras, mini cursos, exposições e oficinas. A Estrada de Ferro Carajás é operada pela mineradora Vale S.A. Confira mais fotos:

Os robôs foram montados pelos alunos do Senac (Alan Azevedo / O Imparcial)
O desenvolvimento de jogos também estava contemplado no EFCday (Alan Azevedo / O Imparcial)
Foram mais de 700 inscritos (Alan Azevedo / O Imparcial)

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