ECONOMIA

Empresário são homenageados nos 50 anos da FIEMA

Homenagens e destaque ao setor industrial como alavanca para o desenvolvimento do Maranhão marcaram aniversário da entidade.

Reprodução

Os 50 anos de atuação da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) foram comemorados na quarta-feira (19/12), no auditório Alberto Abdalla, com homenagens a industriais, líderes que comandaram a instituição ao longo de cinco décadas, representantes do poder público estadual e municipal, além de representantes do Sistema Indústria Nacional. Eles receberam medalhas do Mérito Industrial – concedida pelo Conselho da Ordem da Medalha do Mérito Industrial da FIEMA – pelos relevantes serviços prestados à indústria maranhense.

Os líderes empresariais Carlos Thadeu Pinheiro Gaspar e Jorge Machado Mendes receberam as medalhas e também placas em reconhecimento pela participação na fundação da entidade. Já o industrial Ricardo Nascimento, presidente do Grupo Ferroeste e da siderúrgica Aço Verde do Brasil, foi homenageado em nome de todos os empresários da indústria maranhense. Também receberam as medalhas do Mérito Industrial o vice-governador do Estado do Maranhão, Carlos Brandão, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, o presidente do Conselho Nacional do SESI e presidente eleito do Sebrae Nacional, João Henrique Almeida Sousa, e o diretor de Serviços Corporativos da CNI, Fernando Trivellato.

Histórico

No seu primeiro momento, a FIEMA foi comandada pelo industrial Haroldo Cavalcanti, mas teve curto período de atuação, sendo interrompida pelo governo militar em 1964. Menos de quatro anos depois, em 1968, renasceu para uma nova fase, percorrida até hoje. A instituição tem por principal missão defender os interesses da indústria maranhense, tendo sido concebida pelo esforço de empresários que buscavam a construção de uma indústria forte e preparada para os desafios da época. Desde então, a Federação tornou-se um instrumento fundamental para o acionamento de políticas industriais voltadas ao nosso parque fabril, chegando aos cinquenta anos de plena existência.

O presidente da entidade empresarial, Edilson Baldez das Neves, lembrou, em seu discurso, das atividades industriais em destaque na época da fundação, como o expressivo polo têxtil e o setor de oleaginosas e da indústria de saneantes, ambos com fábricas instaladas no estado. “Foram importantes alavancadores do nosso PIB. Nestas antigas plantas, produtos maranhenses tiveram destaque no mercado. É bom lembrar também, que o nosso estado foi o principal fornecedor de óleo de babaçu bruto, insumo primordial para a fabricação dessa linha de produtos e também de grande aplicabilidade industrial”. E completou: “Somos a 4ª maior economia do Nordeste e temos em nosso território 3,4% da população do Brasil. Nosso PIB chega a R$ 86,3 bilhões (2016), conforme o IBGE. Hoje, o segmento industrial contribui com 19% da riqueza gerada em solo maranhense”.

Baldez ressaltou, no entanto, que apesar de estar completando meio século de existência, ainda há muito caminho a percorrer em prol do setor industrial e que muitos avanços dependem da articulação com o setor público. “Do novo presidente do Brasil serão cobradas as reformas que o país tanto anseia. Precisamos garantir a aposentadoria dos brasileiros com a Reforma da Previdência. E a flexibilização e racionalização dos impostos com a Reforma Tributária que está iniciando na Câmara Federal”. Segundo o representante da FIEMA, o Brasil precisa mudar. “Precisamos garantir ambiente seguro e favorável aos negócios, animando os investimentos e possibilitando a recuperação da economia, gerando empregos, renda e melhor qualidade de vida para a sociedade. Só nesse caminho poderemos ter desenvolvimento”.

Homenagens

O empresário Carlos Gaspar, um dos fundadores homenageados da noite, que foi vice-presidente da entidade e secretário na gestão de Alberto Abdalla (1968-1999), lembrou da luta pela reabertura da FIEMA, depois da intervenção.

“Há 50 anos, esse grupo de jovens empresários, liderados por Alberto Abdalla e Jorge Mendes, deram início a essa luta. O Maranhão sofreu muito com a intervenção da Federação, por quatro anos, mas depois superamos, eu me aliei a esse grupo, tivemos apoio do então governador José Sarney, de deputados estaduais e federais da época, até que a carta sindical foi novamente assinada. Enquanto houver essa busca, o Maranhão estará bem, não podemos deixar de buscar”.

O presidente do Conselho Nacional do SESI e presidente eleito do Sebrae Nacional, João Henrique Almeida Sousa agradeceu pelo reconhecimento recebido pela FIEMA. “É um prazer estarmos recebendo, com os fundadores da FIEMA, essa homenagem pelos seus 50 anos. Para 2019, temos a expectativa de um novo governo, é sempre uma esperança, nós torcemos, enquanto brasileiros, para que a equipe possa fazer o melhor por este país e para que o Maranhão possa crescer e se desenvolver cada vez mais”.

Para Carlos Brandão, vice-governador do Maranhão, a medalha é um estímulo e só confirma a boa relação e parceria já existente entre o poder público estadual e a entidade. “Essa homenagem vai me dar ainda mais ânimo para continuarmos trabalhando em prol dos empresários, trazendo novos empreendimentos e gerando mais empregos no Maranhão”.

Também prestigiaram o evento a primeira dama de São Luís, Camila Holanda, a diretoria da FIEMA e presidentes dos sindicatos patronais, o evento Helder Teixeira e Dulcimar Soares, da Alumar, Dorgival Pereira e Gisely Pinto, da Vale, Raimundo Coelho, presidente da Faema e presidente eleito do Sebrae-MA, Berilo Macedo, presidente do Crea-MA, Felipe Mussalem, presidente da ACM-MA, Shirley Cunha, da AJE-MA, Lea Cristina da Costa Leda, do Ministério do Trabalho, Gutemberg Araújo, vereador de São Luís, Moacir Feitosa, secretário municipal de Educação de São Luís, Fábio Ribeiro, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas – CDL, Domingos Junior, presidenta Faem, João Conrado Carvalho, presidente do Corecon-MA, Socorro Noronha, presidente da FCDL, Comandante Dutra, da Capitania dos Portos do Maranhão, Gabriel Furtado, sub defensor geral do Estado do Maranhão, José Ahirton Batista Lopes, diretor regional do Senac, Roberto Albuquerque, presidente da TV Guará, Luís Carlos Cantanhede, presidente do Grupo Atlântica, Max de Medeiros, superintendente da Fecomércio, Benedito Buzar, presidente da Academia Maranhense de Letras, Agenor Filho, reitor em exercício do IFMA, Armando Ferreira, vice-presidente da ABIH-MA, Milton Calado, secretário adjunto de governo de São Luís, Socorro Araújo, secretária municipal de Turismo, Leopoldo Santos, presidente do Sindicombustíveis, João de Deus Mendes da Silva, pró-reitor de Planejamento da Ufma, Sérgio Penha, superintendente da Caixa, Patrícia Barbiero, superintendente do Banco da Amazônia, Sousa Filho, tenente coronel do 24º BIS, Edivaldo Holanda, deputado estadual, Valéria dos Reis Cardoso e Ana Karina, da OAB-MA, Dannerly Noronha, da superintendência do Banco do Brasil.

Trajetória

A história da FIEMA pode ser dividida em duas etapas. O primeiro registro data de 26 de novembro de 1954, quando foi fundada uma entidade com esse nome e com a finalidade de proteger e defender os interesses da classe industrial maranhense, representando-os junto às autoridades competentes. A FIEMA, então criada, funcionou até o ano de 1965, quando o governo militar cassou a sua Carta Sindical e a extinguiu.

Em 27 de setembro de 1968, um grupo de empresários maranhenses organizou-se com o objetivo de restaurar a Federação, que, integrada aos Departamentos Regionais do Serviço Social da Indústria (SESI-MA); do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-MA) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MA), permanece atuando em prol da indústria maranhense, na condição de instituição dirigente do Sistema FIEMA.

ATUAÇÃO – A Federação atua principalmente na defesa de interesses do setor industrial. Conta com Conselhos Temáticos nas áreas de Meio Ambiente, Infraestrutura, Assuntos Legislativos, Política Industrial, Relação do Trabalho e Desenvolvimento Sindical, que analisam e propõem ações de interesse da indústria. A FIEMA promove ainda programas como o de Associativismo e o de Desenvolvimento de Fornecedores, além de estimular a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento tecnológico da indústria maranhense.

Atualmente, a sede da FIEMA é a Casa da Indústria Albano Franco, em São Luís, mas a Federação possui também um escritório em Imperatriz e atua de forma itinerante em todo Maranhão.

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