Um bom currículo abre portas nos melhores processos seletivos. Impressiona de primeira os recrutadores e constrói o fundamento para que você se apresente de outras formas e nas próximas etapas. Enfim, não dá para negligenciá-lo. É sempre bom lembrar de alguns pontos tão cruciais que podem te tirar da corrida pela vaga desejada. Confira!
Colocar tudo o que já fez na vida
Embora seja importante apontar conquistas e experiências, elas precisam ser relevantes para a vaga. Isso mesmo: o ideal é que o currículo seja customizado para a oportunidade que o candidato está tentando.
As habilidades e entregas que importariam para quem seleciona variam de acordo com a função, empresa, nível hierárquico.
Cada recrutador busca algo em específico. Mas, nos processos seletivos, é melhor ser certeiro do que incluir tudo e torcer para que uma informação “bata” com o que a empresa procura.
“É interessante que o candidato coloque as experiências e atividades que mais tenham a ver com seu objetivo. Por exemplo, se busca uma oportunidade como vendedor, seu estágio como auxiliar administrativo não fará, necessariamente, muita diferença”, disse, em entrevista, a analista de recrutamento e seleção Marília Castelli Prass.
É melhor ser certeiro do que incluir tudo que que já fez na vida
Utilizar adjetivos
Quem viu a série How I Met Your Mother deve se lembrar do “currículo” do Barney Stinson. (Se não se lembra, tudo bem, ele está disponível aqui para download).
Basicamente, o personagem criou um videoclipe musical em que a letra da música são adjetivos que caracterizariam ele. Confiável, pontual, detalhista são só alguns dos termos usados no vídeo.
Formato à parte, adjetivos não são uma boa pedida em nenhum currículo profissional.Em vez de fazer uso deles, tente demonstrar algumas de suas características por meio de entregas e conquistas. Entre em mais detalhes sobre as histórias durante a entrevista.
Supervalorizar seus feitos – ou mentir
Não só é antiético mentir no currículo, como há grandes chances da mentira ser descoberta quando você tiver que comprovar na prática o que descreveu.
Ainda que tenha conseguido a vaga, nenhum recrutador vai ficar feliz com sua contratação se perceber que você mentiu. Inclusive, segundo um estudo, mais de 75% dos diretores brasileiros já excluíram candidatos que mentiram no currículo.
O mesmo com a supervalorização: evite. “Comparamos quanto que o candidato atribui de valor às suas conquistas e habilidades com a percepção de outras pessoas”, diz Leonardo Gomes, coordenador de seleção da Fundação Estudar.
Como os recrutadores geralmente têm experiência, fica fácil saber o que é ou não relevante dentre as conquistas apresentadas.