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Conheça as apostas dos times maranhenses para 2018

Edição de 2018 do Campeonato Maranhense reúne cinco campeões e três possíveis surpresas. Confira os destaques de cada clube para a competição

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A bola volta a rolar pelos campos do Maranhão neste fim de semana com o início do Campeonato Maranhense de 2018. Oito clubes brigam pelo título da competição e por vagas na Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D do Brasileiro. O Maranhense completa 100 anos em 2018, mas sem tantos motivos para festejar. Com calendário reduzido por conta da Copa do Nordeste e Copa do Mundo, a Federação Maranhense de Futebol (FMF) teve que modificar o regulamento.

Os oito clubes se enfrentam em um turno único (com sete partidas para cada um) e os quatro melhores se classificam para as semifinais. Em jogos de ida e volta, os finalistas e o campeão serão definidos nas fases seguintes. Além disso, o último colocado da fase de pontos corridos será rebaixado para a Série B do Campeonato Maranhense.

Com quatro campeões diferentes nos últimos cinco anos, o Maranhense tem tudo para ser muito disputado mais uma vez. Neste ano, o campeonato conta com a presença de um quinto clube campeão, o Bacabal, que venceu o título em 1996 e se tornou o primeiro do interior a levantar a taça.

Novamente, o Sampaio Côrrea desponta como favorito para conquistar o bicampeonato, mas a diferença da equipe para os seus rivais não parece ser tão grande quanto o pensado por conta das diferentes divisões nacionais. O Tricolor apostou em alguns reservas da equipe de 2017 e caras novas sem muito apelo nacional.

O Moto Club, principal rival, tentou modificar todo o elenco, buscando uma nova identidade para apagar os maus resultados do ano passado. O Maranhão Atlético fez o contrário e manteve a base da boa campanha na Série D e optou por jogadores conhecidos do futebol maranhense.

Do interior, Imperatriz e Cordino despontam como principais concorrentes, principalmente por terem começado sua preparação antes dos outros. O time de Barra do Corda, inclusive, já disputou a fase preliminar da Copa do Nordeste e foi eliminado pelo Treze, da Paraíba.

Bacabal, Santa Quitéria e São José começaram os seus treinamentos com um pouco de atraso em relação aos outros clubes, mas correm atrás do prejuízo e podem surpreender.

Sampaio

Para 2018, o Tricolor manteve o técnico Francisco Diá, principal responsável pelo acesso à Série B do Brasileiro e reconhecido por montar boas equipes com recursos escassos. Apesar de perder boa parte da equipe titular, o Sampaio Corrêa acredita que os reservas do ano passado podem render bem e elevar o time de patamar.

Das contratações, o nome mais conhecido é o do goleiro Andrey. Vindo do Volta Redonda, o jogador foi um dos destaques da Série C de 2017. Além dele, o zagueiro Joécio (Campinense) e o volante Yuri (CRB) são os principais reforços do clube.

O Sampaio ainda espera a contratação de um centroavante para completar a equipe base para o primeiro semestre. O nome contratado era de Felipe Alves (Paraná), mas o jogador desistiu do acordo e acabou indo para o futebol japonês.

Time base: Andrey; Júnio Rocha, Maracás, Fredson e James; César Sampaio, Yuri, Fernando Sobral e Marlon; Bruno Moura e Reginaldo Júnior. Técnico: Francisco Diá.

Moto Club

Da temporada frustrante de 2017, o Papão do Norte manteve basicamente o técnico Marcinho Guerreiro, considerado uma das melhores coisas que ocorreram no clube no ano passado, além de ser uma opção mais barata devido à crise financeira.

Dentro de campo, apenas o lateral-direito Diego Renan e o zagueiro Wanderson continuaram. O Moto resolveu trazer de volta dois campeões de 2016: o goleiro Rodrigo Ramos e o atacante Jefferson Araújo.

Para se reforçar, o clube apostou em nomes desconhecidos do futebol maranhense, mas com boa passagem e renome no interior do Nordeste. Nos treinamentos, a equipe mostrou ter a cara do treinador com uma marcação pesada e forte contra-ataque.

Time base: Rodrigo Ramos; Diego Renan, Betão, Wanderson e Carioca; Rafael Santos, Bruno Menezes, André Mensalão e Jaílson; Ricardo Maranhão e Jefferson Aráujo. Técnico: Marcinho Guerreiro.

Cordino

O vice-campeão estadual Cordino resolveu apostar no técnico Leandro Lago, rebaixado com o Americano em 2017, e já sofreu um revés ao perder para o Treze por 2 a 1 no placar agregado na preliminar da Copa do Nordeste. Artilheiro das duas últimas edições do Estadual, Ulisses segue sendo grande destaque da Onça. Após ficar de fora do confronto de volta contra o Treze, o camisa 10 retorna normalmente e já deve está disponível para a estreia do Maranhense.

Time base: Alberto; Michel; Da Silva, Emerson e Renan; Junior Negão, Regis Pitbull, Alisson e Ulisses; Diego e Jonas Pipiu.

São José

Com muita indefinição em sua diretoria, o Peixe-Pedra começou os treinamentos depois de todos os outros clubes, logo após acertar com o técnico Luis Miguel. Com pouco tempo, a equipe acredita em veteranos para não brigar pelo rebaixamento.

Os volantes Arcinho e Tim Marco são os grandes nomes do time. Além da aposta no centroavante Fábio Ricardo.

Time base: Valdemir; Bruno Bacabal, Alan Silva e Paulo Maranhão; Tchê Tchê, Jadão, Arcinho, Tim Marco, Mateus Moura e Batata; Fábio Ricardo. Técnico: Luís Miguel.

Santa Quitéria

Apesar da surpreendente campanha de 2017, quando a equipe terminou na 5ª posição, chegando a se classificar para as semifinais do 2º turno, o Santa Quitéria não integra os favoritos neste ano.

O time comandado por Marquinhos Fumê deve brigar contra o rebaixamento e aposta na mescla de jovens com atletas experientes e conhecidos do cenário local. Os principais nomes são o goleiro Laerte (Americano), o zagueiro Leomar (São José) e o meia Kléo (São José).

Time base: Laerte; Tiaguinho; Renato, Leomar e Carnerinho; Nikito, Rodrigo Corrêa, Kléo e Rodrigo; Alessandro e Toquinho.

Maranhão

O MAC resolveu voltar às origens e apostar no veterano técnico Meinha. Além disso, a diretoria trabalhou para manter os destaques da campanha na Série D do Brasileiro, em que o time ficou a um jogo de conquistar o acesso inédito. Da equipe ficaram o zagueiro Lucas, o lateral Rômulo Ferreira, os volantes Sandro Bacabal, Curuca e Eloir e o centroavante Gileard. Mas o time apostou também em nomes de destaque no Maranhão nos últimos anos, como os meias Válber (Moto Club) e Felipe Costa (Sampaio) e o atacante Cris (Imperatriz).

Time base: Fábio; Rômulo Ferreira, Anderson Alagoano, Lucas e Luís Fernando, Sandro Bacabal, Eloir, Curuca; Felipe Costa, Valber e Cris.

Imperatriz

O Cavalo de Aço aposta no técnico Paulinho Kobayashi, que fez um excelente 1º turno em 2017 pelo São José e conquistou o título piauiense pelo Altos. Com a preparação maior que os adversários, o Imperatriz conta com jogadores que fizeram parte do elenco campeão em 2015 como os meias Rubens e Daniel Barros, além do centroavante Júnior Chicão, do zagueiro André Penalva e do goleiro Jean. A equipe aposta no poder do Frei Epifânio D’Abadia para conquistar a classificação. Dos cinco primeiros jogos da competição, quatro são realizados em Imperatriz. (O outro é contra o Bacabal fora de casa). Em 2017, a equipe venceu 62% dos pontos disputados em seu estádio com quatro vitórias, um empate e duas derrotas em sete jogos.

Time base: Jean; Paulinho, André Penalva, Maicon e Renan; Vinicius, Balão Marabá, Daniel Barros e Rubens; Júnior Chicão e Kanu.

Bacabal

Recém-promovido, o time do Bacabal volta ao Campeonato Maranhense após ficar de fora das últimas três edições. A equipe aposta no técnico Erasmo Forte, que comandou o Guarany de Sobral no ano passado. Dentro das quatro linhas, o zagueiro Alef é o grande destaque. O jogador foi um dos principais da equipe do Cordino em 2017. O goleiro Gustavo (São José) e o meia Elton (Moto Club) são os outros destaques da equipe.

Time base: Gustavo; Romário, Lucão, Wesley e Tomaz; Telmo, China, Ewerton; Elton, Wallyson e Naldo.
Técnico: Eramo Fortes.

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