CULTURA

VI Semana Imperatrizense De Teatro acontece de modo on-line no YouTube

Os encontros reflexivos acontecerão na plataforma “Zoom” sempre às 20h e estarão disponíveis também no canal da Pequena Companhia de Teatro no Youtube

Foto: Divulgação

A Pequena Companhia de Teatro vai está realizando desde o dia 19 e vai até o dia 28 de novembro a VI Semana Imperatrizense De Teatro que, repetindo o formato do ano passado, acontece de modo on-line no canal da Companhia de Teatro no YouTube, sempre a partir das 19h.

A programação da Mostra conta com apresentações de espetáculos, debates e encontros reflexivos com artistas e pesquisadores em linguagens e políticas culturais.

Foram selecionados, através de convocatória, 10 trabalhos para compor a programação da Mostra, que servirão como mapeamento das produções teatrais ocorridas durante o período de confinamento devido às normas sanitárias impostas pela pandemia do novo coronavirus.

A abertura da mostra aconteceu com a apresentação do espetáculo “Está Tudo Bem”, estreia do artista imperatrizense Pedro Henrique Bezerra Lopes, integrante do Coletivo 1.9, um grupo formado por artistas que se conheceram na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. Um experimento cênico para os tempos em que vivemos hoje, onde vemos um artista se expressar usando o único teatro que tem: o seu quarto. Ele registra tudo isso com sua câmera, nos levando em sua grande e louca viagem para o seu mundo cômico e trágico, questionando sua vivência no mundo digital das redes, mas sempre afirmando que no final que está tudo bem.

A cada dois espetáculos apresentados a VI Semana Imperatrizense de Teatro reúne plateia, elencos e equipes de produção para um debate na plataforma Zoom, sempre às 20h. O link está disponível na bio @pequenacompanhiadeteatro no Instagram.

Durante o domingo (28), a programação prosseguiu com o espetáculo “ O Rádio”, dirigido por Fernanda Marques e encenado por Necylia. O espetáculo nasce das memórias de infância de um radinho de pilha que tocava até o anoitecer. Radionovelas, notícias, propagandas, músicas… o rádio era um companheiro de todas as horas. Da comicidade nas lembranças dos sons nasce o primeiro espetáculo solo da Palhaça Xia que mistura elementos do circo e do teatro inscritos em sua busca na ‘palhaçaria de mulheres’.

Nesta segunda-feira (22) acontece o espetáculo “As Palhaças – No novo não normal”. Três palhaças isoladas e no tédio, se propõem a pesquisarem a Palhaçaria Feminina em um improviso no novo não normal, perpassando por algumas cenas da palhaçaria dentro dos seus lares, espaço que mais habitamos nesse novo não normal. Dirigido por Alinie Moura e atuado por Helê Frazão (Emoji); Alinie Moura (Benvinda) e Adriele Bezerra (Pipira).

Na terça-feira, dia 23, acontece o espetáculo “Corpo água em corpo carne”, dirigido e filmado por Walquiria Almeida, com atuação de Matheus Henrique. O distanciamento social, que levou à prática de atividades ao ar livre e, consequentemente, à uma relação mais junta ao natural, é o ponto de partida desta performance. Aqui temos o autorreconhecimento do performer enquanto próprio elemento de constituição da natureza, numa relação horizontal de importância. A partir dessa perspectiva, há a identificação do seu próprio corpo como uma forma que também contém elementos como sal, água e movimentos, assim como o mar. O performer busca explorar o que pode existir além desse primeiro contato, dessa primeira percepção, e essa pesquisa de corpo desencadeia em dança.

Na sexta-feira (26), o grupo Xama Teatro apresenta o espetáculo “As Três Fiandeiras”, dirigido por Igor Nascimento e interpretado por Renata Figueiredo, Gisele Vasconcelos e Rosa Ewerton. Três atrizes num desafio em transformar um espetáculo que foi um fiasco de bilheteria em uma nova produção. O fazer teatral e a história pessoal das atrizes se juntam às narrativas das rendeiras Das Dores, Chica e Zezé. A história da mãe de Ribamar – Chica, uma rendeira que é mãe de um filho que saiu para pescar em alto mar e não retornou se entrelaça com o desafio das atrizes: é preciso ir buscar o filho desaparecido assim como é preciso montar um novo espetáculo.

No sábado (27), é a vez do espetáculo “Cordel na Fogueira” da Santa Ignorância Cia. de Artes. Dirigido por Lauande Aires, o espetáculo conta a história de Seu Menino e Dona. Menina, típicos festeiros nordestinos acostumados a muito xote, xaxado e baião. Mas são também empregados do sr. Zé Maria, o patrão que, para salvar o gado de uma moléstia, jurou a São João que, como agradecimento, iria descobrir a origem de sua santa fogueira. Mas ao invés de cumprir o que ele prometera, passou a missão aos seus empregados. Contrariados, Seu Menino e D. Menina adentram as festas do Maranhão em busca das respostas para que retornem, o mais rápido, às suas origens. Mas muitas surpresas cruzaram os seus caminhos e os fizeram embarcar nas delícias de nossos sabores, histórias e sotaques, gerando uma grande aventura cênico-poético-musical. Em cena, Lauande Aires e Dênia Correia.

E para encerrar a programação da VI Semana Imperatrizense De Teatro no dia 28, domingo, o espetáculo musical “Ópera do Malandro” de Chico Buarque, encenado pelo EnCanto Coletivo Cultural. Dirigido e adaptado por Leonardo Fernandes, o musical nos apresenta ao samba de maior prestígio nas rodas de malandragem do Rio de Janeiro dos anos 40, onde Max Overseas, um contrabandista esquivo, nunca capturado pela polícia, pois esta é comandada por seu parceiro Chaves, que colabora com seus planos fazendo vista grossa. Isso tudo muda quando Max decide casar com Teresinha, filha única do maior comerciante de prostitutas da Lapa, Fernandes de Duran. Em um embate de forças e território, Duran persegue Max e quem mais estiver no caminho. Entre o submundo do contrabando, o comércio da prostituição e a boemia da Lapa, uma roda de samba se estabelece, com batuque, várias viradas e improvisos balançando a narrativa.

Encontros Reflexivos

Os encontros reflexivos acontecerão na plataforma “Zoom” sempre às 20h e estarão disponíveis também no canal da Pequena Companhia de Teatro no Youtube.

No dia 19, os criadores da Mostra, Cláudio Marconcine, Lio Ribeiro, Gilberto Freire de Santana e Marcelo Flecha discutiram as circunstâncias, meandros e transformações da produção teatral na década e meia que a mostra perpassou o fazer teatral no estado. Um segundo encontro reflexivo ocorreu dia 21, com a presença de Guilherme Bonfanti (SP) e Marcelo Flecha (MA), que conversaram sobre as práticas de iluminação não convencional em espaços não convencionais, como instrumento de independência criativa e democratização de estéticas viáveis para o Maranhão, estado que não possui aparelhos teatrais nem equipamentos de luz na maioria dos seus municípios.

O terceiro encontro reflexivo acontece nesta terça-feira (23), com Vinícius Piedade (SP) e Lauande Aires (MA) que refletem sobre autonomia, viabilidade, sustentabilidade, conflitos, preconceitos e agruras do espetáculo-solo, lançando um olhar problematizador a respeito de montagens que tem como sustentáculo o desempenho de um único ator em cena.

Na quinta-feira (25), Fernando Yamamoto (RN) e Gisele Vasconcelos (MA), debatem sobre a lógica, mecanismos e desafios da produção teatral, virtual ou presencial, no biênio teatral afetado pela pandemia, e os desdobramentos, consequências e interferências no resultado final da cena.

No sábado, Nelson Albuquerque (CE) e Donny dos Santos (MA), lançarão impressões sobre as políticas públicas estaduais, ou a ausências delas, nos estados do Maranhão e Ceará, traçando um paralelo sobre os modos de articulação da classe teatral, mecanismos de diálogo com o poder público, oferta de subsídios para pesquisa, montagem, circulação e estratégias para a profissionalização de coletivos.

A programação completa e detalhada pode ser acompanhada através das publicações nas páginas da Pequena Companhia de Teatro nas redes sociais Facebook e Instagram.

A realização da VI Semana Imperatrizense de Teatro acontece através de habilitação e seleção no Edital de Conexão Cultural – Fomento a Projetos, publicado pela Secretaria de Estado da Cultura – SECMA, através da Lei Aldir Blanc.

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