CULTURA

Espetáculo com parceria do Boi da Floresta, ‘Da Cor De Cobre’ estreia nesta quinta-feira

O “Da Cor De Cobre” vai apresenta histórias encantadas sobre alguns dos personagens existentes nesse folguedo

Foto: Divulgação

A Transversalidades Culturais: Da Cor De Cobre é um desdobramento da parceria do Boi da Floresta com a Clarin Cia de Dança, que pesquisou o Bumba Meu Boi e trouxe seus entendimentos no espetáculo “Da Cor de Cobre” o qual, sob o olhar da companhia, buscou evidenciar a cultura tradicional maranhense dando ênfase à linguagem da dança.

Em seu novo formato, o Boi da Floresta convida seus pares a criar esta percepção artística: unindo os valores e traços endêmicos em nossa cultura tradicional à linguagem cênica presente na dança contemporânea. Criado em 2020, o espetáculo Da Cor De Cobre propõe uma viagem ao imaginário que habita os brincantes e a sua relação com o festejar e com a religiosidade dentro da manifestação do Bumba Meu Boi. Patrimônio imaterial cultural do estado, esta manifestação tem na capital grandes expoentes e cada um com sua característica, neste trabalho aglutinou-se artistas de diferentes linguagens, grupos e sotaques ao redor da mesma proposta artista – uma releitura poética do auto do bumba-meu-boi.

O “Da Cor De Cobre” vai apresenta histórias encantadas sobre alguns dos personagens existentes nesse folguedo. O auto do bumba-meu-boi visto de um lugar mágico, através de uma brecha entre o mundo real e encantado, no qual Pai Francisco e Catirina podem transitar. O nome do trabalho refere-se a um dos significados da palavra, e um dos personagens do Bumba-meu-boi, o Caboclo de Penas.

A significação “da cor de cobre” é uma alusão para esse ser místico, um curandeiro, que despeja encantamentos e saberes por onde passa, dançando e curando, e com sua roupa icônica, traz um significado ímpar à manifestação. Além disso, o olhar dos brincantes – o povo maranhense – traz diversos outros significados à “cor de cobre”: o entardecer, que dá início à festa; a terra – avermelhada, que levanta a poeira com os passos feitos pelos baiantes; a fogueira, essencial para afinar os couros dos pandeirões, cadenciando o passo e o brincar de toda a gente.

Esse trabalho é uma homenagem a todos os grupos existentes e resistentes da cultura tradicional brasileira. Uma forma de chamar atenção para o folclore nacional e ressignificar essa manifestação popular, que acontece na rua, para usar os elementos técnicos da caixa-preta a fim de recriar os ambientes mágicos das estórias.

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