CINEMAS

Frozen 2 estreia com mais músicas e ação

Desta vez, acompanhamos Elsa estabelecida como Rainha de Arendelle e um misterioso chamado da floresta desperta a inquietude da gelada protagonista

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Desde que Frozen – Uma Aventura Congelante virou o sucesso mundial, sua continuação é muito esperada. A sequência chega aos cinemas entregando uma animação honesta e faz ótima expansão do universo apresentado no longa original. Mas a tarefa ingrata de tentar ser superior ao primeiro não foi cumprida, na verdade, dificilmente seria.

Desta vez, acompanhamos Elsa estabelecida como Rainha de Arendelle e um misterioso chamado da floresta desperta a inquietude da gelada protagonista. As irmãs então partem para uma aventura que as leva a descobrir mais sobre o passado de seus pais.

Esse “retcon” na relação da Elsa com seus poderes e com a origem dos mesmos é muito bem-vindo. Com o universo expandido, o passado mostra uma guerra antiga entre o avô das garotas e o povo nativo da região. E é aí que acontece um acerto na animação, mesmo sem ter a mesma bandeira ou ativismo de Moana, o longa resgata o povo indígena e mostra a caminhada constante da Disney em marchar para longe dos padrões provindos do eurocentrismo.

Frozen 2 é ainda mais musical do que o original, às vezes chega ser desnecessária a extensão de uma música ou até a canção em si. E mesmo com muito esforço, nenhuma das novas músicas chega perto do que foi “Let It Go”.

Durante sua passagem no Brasil, Chris Buck disse que testes psicológicos realizados com fãs indicaram que as pessoas viam Ana como líder e Elsa como protetora. Inocência à parte, sabemos que a Disney está interessada em vender produtos licenciados e o longa encaminha as duas protagonistas para o que é o imaginário desse fã pesquisado.

Porém toda essa nova trajetória é muito bem contada e a evolução dos personagens na sequência é visível e faz sentido. Olaf se destaca ao ser fio condutor da trama em diversos momentos, ultrapassando o papel de alívio cômico. Inclusive é do boneco de neve que vem os dois maiores ensinamentos da animação: a água tem memória e como a floresta mágica iria transformar a vida de todos os personagens.

Claro que ver a Ana receber o destaque e papel que merece ao final do segundo filme é satisfatório, mas o arco de Elsa ainda é o mais atraente. Pois a Rainha do Gelo mostra que o final do primeiro filme não foi bom para ela que teve de abrir mão de seu chamado para arrumar as coisas em Arendelle. Vê-la deixar de ignorar o grito interno e descobrir seu papel nesse universo é revigorante e deixa a “princesa da Disney” totalmente empoderada.

Uma continuação obrigatória com cheiro de produto meticulosamente feito para gerar mais dinheiro para o estúdio poderia ser catastrófica, mas ainda assim vemos uma execução interessante que amplia o Frozenverso e resulta em uma Elsa semi-deusa pronta para derrotar os maiores vilões da Disney.

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