ENTREVISTA

Ana Areias lança seu segundo single e faz show em São Luís

Cantora fortalece cenário musical independente do Maranhão com música autoral

Ana Areias recebeu O Imparcial durante ensaio (Alan Azevedo)

Ana Areias conversou com O Imparcial e contou sobre seu projeto, sua nova música, os desafios de um artista independente e as parcerias, primordiais para o trabalho.

Confira os melhores trechos da entrevista:

Como você está se sentindo com o lançamento do novo single?

Me sinto aliviada, a sensação que dá é que eu consegui dar continuidade ao meu projeto. Depositamos muita expectativa quanto a gente compõe e cria uma música, é um processo longo, ainda mais para quem faz música independente. Mas tivemos a energia para seguir e vai sair o novo single.

Como lidar com essa expectativa de lançar uma música, mas com as limitações de ser um projeto independente?

Você fica dividida se é isso mesmo que você quer, se você pode fazer ou se é melhor arrumar alguma outra coisa em paralelo. O artista independente está sempre nessa. Mas de um tempo para cá eu parei com isso, estou vivenciando o processo de cada música e muito focada em fazer meu projeto autoral.

Seu primeiro single, Flaneur, teve uma pegada voltada para o reggae e até dub. Por que escolher o samba para essa nova música autoral?

Tenho medo de rótulos, como se cantora pudesse ser só de reggae ou de samba. Sempre gostei de cantar na minha, com meus amigos, sempre cantei samba de raíz, mas também gosto muito reggae, do blues, do jazz. A ideia é que não seja focado em apenas um estilo.

Ensaio para o lançamento do segundo single. No centro está Humberto Oliveira e na esquerda, João Simas (Alan Azevedo)

E sobre as parcerias. Elas são importantes para o seu trabalho?

Gosto muito de trabalhar com parceiros e fazer pontes entre pessoas. Eu apresento amigos em comum e as pessoas começam a absorver o trabalho uma do outra. E o trabalho cresce. Em Recife, vivemos um momento de coletivos. Como é difícil viabilizar shows, espaço e apoio, os artistas se juntam para fortalecer o movimento.

A Joana Flor, por exemplo, eu conheci em um coletivo em Recife. Ela vai fazer o show comigo, cada uma com seu pocket show. Ela também vai apresentar músicas autorais, assim como músicas de Noel e Gonzaga.

Como é tocar no Maranhão?

Me sinto tocando em casa, é muito bom. Fico bem à vontade. Hoje mesmo fui revisitar o centro. Comecei na música aqui, foi em São Luís que eu descobri que poderia trabalhar com música.

SERVIÇO

Quando: quinta, 17
Onde: Chico Discos (Rua dos Afogados, 387, Centro)
Hora: 21h
Couvert: R$ 10,00

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