De Volta ao Passado que Nunca Vivi, um álbum com 11 faixas autorais, é o novo trabalho do cantor e compositor Fábio Allex que será disponibilizado nas redes sociais e em lojas de streaming, para ser apresentado em shows pela cidade na segunda quinzena de junho. A produção musical é de Memel Nogueira.
O disco transita pelo pop, reggae, blues, poesia cantada, elementos da cultura popular, entre outros ritmos, e traz as participações especiais de músicos como Sandoval Filho, Junior Mouríz, Lucas Lima, Matheus Pereira, Roberto Chinês, Memel, além dos cantores Camila Boueri, Kadu Ribeiro, Mario Fernando, Marcos Lamy e Mary Luz.
Segundo Fábio, todas as canções do De Volta ao Passado que Nunca Vivi, cada uma à sua maneira e perspectiva, remetem a despedidas, fugas, mudanças de ambientes, de idas e vindas, lembranças, reflexão sobre o espaço que se ocupa e o quão faz sentido estar nele.

O disco traz um leque de canções agradáveis aos ouvidos, com vozes muito afinadas e arranjos requintados. Leve e com conteúdo que pode ser facilmente ouvido de uma vez só. As participações especiais só enriquecem as canções de Fábio, a exemplo de Camila Boueri que faz um dueto impecável com Fábio Allex no blues Vestido Cetim, ou a cantora paulista Mary Luz, cuja voz maviosa pode levar o ouvinte a viajar na canção que divide com Fábio, Música & Poesia, transitando pelo folk, com um timbre bem praiano. “São todos artistas que admiro bastante. Por mais que hoje eu esteja na condição de ‘artista solo’, não acredito nessa definição. Tem que ser muito autossuficiente pra não precisar de ninguém. As participações não foram apenas especiais, foram fundamentais. Tive a dádiva de ter essa artista maravilhosa que é a Camila Boueri, a qual tem a minha profunda admiração. Kadu Ribeiro, além de ser um intérprete e instrumentista dotado de muito talento, é um amigo de infância. Mario Fernando e Marcos Lamy estão acima da média. Gosto muito dessas interações, de promover confraternizações. A minha obra, decerto, foi enriquecida com todos eles”, avalia Fábio.
Sobre Mary Luz, a única de outro estado, Fábio diz que a descobriu em um canal de vídeos e ficou impressionado com a personalidade que ela imprime ao cantar composições de outros artistas. “Não são covers, são releituras. Gostei tanto que entrei em contato pra convidá-la pra cantar comigo”, comemora.
Além das expectativas
O disco está à disposição. A outra obra de Fábio foi em 2013, o álbum Porta-Novas. Quanto a este, que está saindo do forno, Fábio se diz suspeito para falar a respeito, mas considera o trabalho mais maduro. “O produtor Memel Nogueira conseguiu extrair exatamente o que eu queria, imprimindo uma timbragem mais contemporânea. Isso não quer dizer que eu tenha ficado insatisfeito com o disco anterior. Percebi alguns erros meus naquele, no que se diz respeito à interpretação e tonalidade, e tentei corrigir neste. Só espero que seja ouvido e, claro, melhor ainda se puder acrescentar algo de positivo em quem o ouvir. Acredito valer a pena dar uma oportunidade pra ele”, aposta.