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30 Anos em 4

Roberto Rocha - pré-candidato ao Senado

Deixa eu te fazer uma pergunta: é possível fazer, em quatro anos, o que não foi feito em trinta? Muita gente dirá que não. Mas o Maranhão não é um estado pobre. É um estado rico. Temos um dos portos mais estratégicos do mundo, três ferrovias ligadas ao Porto do Itaqui, riqueza mineral, agronegócio forte, energia abundante e uma localização privilegiada para exportar para todos os continentes.

Então, por que nosso povo continua pobre? Porque o maranhense não é sócio da própria riqueza. Bilhões de reais passam pelo estado todos os anos em forma de soja, milho, minério, alumínio e alumina. Pela Lei Kandir, essas exportações sequer geram ICMS para o Estado e os municípios. A riqueza passa. O navio parte. O trem apita. E o povo fica apenas assistindo. É uma espécie de Robin Hood às avessas: os mais pobres enviando riqueza para os mais ricos agregarem valor, gerarem empregos e arrecadação. Isso não é destino. É resultado de escolhas.

Um governo de verdade precisa criar mecanismos para reter parte dessa riqueza, agregando valor dentro do Maranhão. É por isso que defendo, há mais de vinte anos, a ZEMA – Zona de Exportação do Maranhão. Basta observar o exemplo do Pecém, no Ceará. Com indústrias ao longo das ferrovias e atração de investimentos, o valor agregado, os empregos, a renda e a arrecadação passam a ficar aqui.

Outra pergunta: é possível economizar R$ 1 bilhão por ano sem prejudicar a população? Acredito que sim. R$ 1 bilhão representa apenas 2,6% do orçamento estadual. Isso significa revisar contratos, digitalizar processos, combater fraudes, eliminar desperdícios e priorizar resultados. É a diferença entre administrar despesas e administrar resultados. Em quatro anos, seriam R$ 4 bilhões adicionais para investir em educação, infraestrutura, saúde, saneamento, segurança e tecnologia. Não se trata de prometer milagres ou resolver em quatro anos todos os problemas acumulados em três décadas.

Mas é perfeitamente possível fazer, em quatro anos, as mudanças que faltou coragem para realizar em trinta. O Maranhão não precisa de um Estado maior, nem de um Estado menor. Precisa de um Estado melhor. E, acima de tudo, precisa fazer do maranhense sócio da riqueza que ajuda a produzir.

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Roberto Rocha
Roberto Rocha Colunista