
Hoje quero te perguntar algo acerca do sofrimento, sobre o prejuízo na hora de se comunicar em palestras, cursos e naquela reunião de trabalho. Nessas ocasiões você não saber o que responder pode ser um problema? Gera sofrimento, branco, bloqueio e promoverem chateações?
Você simplesmente não conseguir falar sobre você mesmo e se posicionar da maneira que gostaria. Que desconfortável poderia ser. Quero trazer à tona, inclusive, um psicólogo norte-americano chamado Daniel Goleman, que fala sobre inteligência emocional. Ele não cunhou esse conceito, popularizou, os livros publicados por ele viraram best-seller e muitos hoje conhecem a definição de inteligência emocional. Neste livro é apresentado um conceito chamado de sequestro emocional. Você sabe o que é um sequestro, ser impedido de se locomover, ficar dentro de um espaço onde você não pode sair, num cárcere. Alguém vem e te coloca contra a tua vontade, te prende, não é mesmo? E você não pode sair, não pode se mexer. Com as emoções não é diferente. Às vezes, somos impedidos por nós mesmos, por não sabermos gerir as nossas emoções e acabamos sequestrados por elas.
Reféns, nos comportamos sem autocontrole e autodomínio. Quer ver exemplos? Vou trazer três para começar. Na França, num prédio alto, um rapaz foi salvar uma criança que estava para cair desse prédio. Ele foi lá e salvou. Foi entrevistado, perguntaram para ele como fez isso, o que ele sentiu. Sabe o que ele respondeu? “Eu não sei. Quando eu percebi, já estava fazendo”. O que isso significa? As emoções o sequestraram e ele fez. Aqui no Brasil, uma balsa cheia de pessoas, afogamento anunciado. Um rapaz foi lá e salvou seis pessoas. Nos Estados Unidos, sabe aqueles trilhos de trem? Uma pessoa presa nos trilhos do trem, foi lá alguém e salvou. Três exemplos positivos de sequestro emocional, onde você dá simplesmente vazão às emoções através de comportamentos. Mas quer exemplos negativos? Um conflito, um atrito são exemplos de sequestros emocionais negativos, quando a raiva ou impaciência determinam comportamento.
Portanto, dentro da comunicação, isso também pode acontecer. Deixar o medo e a ansiedade te privarem de falar em público, de conhecer alguém que você está com vontade e de se posicionar numa reunião. Você não saber se posicionar não é desconfortável? É importante aprender a ser mais seguro e se posicionar de uma maneira onde a tua comunicação seja alcançada, a mensagem seja ouvida e o teu posicionamento seja útil para comunicar para outras pessoas. Através do autoconhecimento você poderá iniciar esse caminho. O que é autoconhecimento? Como eu faço para conquistar? De que maneira eu começo essa jornada? Como eu paro de pensar que as outras pessoas sabem mais sobre mim? Hoje você é convidado a saber quem é você!
Saber sobre a sua vida de maneira mais interna é muito importante nesse processo. Os outros, por vezes, estão na mesma jornada que você, na busca por descobrir quem são de maneira mais genuńa. Então, assumir a responsabilidade e aprender a imergir por camadas mais profundas do eu e responder perguntas mais imersivas acerca de você mesmo, com honestidade, te darão mais condições de se comunicar melhor consigo mesmo e, por consequência, com o outro. Já dizia um autor chamado Mark Manson: a honestidade gera conexão, tanto consigo mesmo e a com o outro.
Por fim, o primeiro pilar para uma boa e autentica comunicação é o autoconhecimento. A oportunidade de refletir acerca da possibilidade de olhar para a própria história, se perdoar, aprender mais sobre você mesmo e descobrir que uma jornada de humildade e honestidade poderão levar a descobertas de você mesmo de maneiras mais imersivas e gerando por consequência uma comunicação mais espontânea e autentica é sem dúvida alguma o início de uma jornada valiosa.