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No Maranhão

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BASTIDORES

Singapura e São Luís

Distante 16,4 mil km de São Luís, a Ilha de Singapura tem as mesmas dimensões da Ilha Upaon-Açu, na largura e no comprimento. E fica nisso. Localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, é um dos maiores centros econômicos globalizados, com 5,6 milhões de habitantes e um dos portos mais movimentados do […]

Distante 16,4 mil km de São Luís, a Ilha de Singapura tem as mesmas dimensões da Ilha Upaon-Açu, na largura e no comprimento. E fica nisso. Localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, é um dos maiores centros econômicos globalizados, com 5,6 milhões de habitantes e um dos portos mais movimentados do mundo. Não é à toa que o Porto do Itaqui, em São Luís, vem debatendo o seu crescimento, se espelhando no que existe naquela cidade-estado asiática.

Esta semana, o biólogo Márcio Costa Fernandes Vaz dos Santos, PhD em ciências ambientais, fez uma palestra no seminário sobre questões urbanas e ambientais de São Luís, quando traçou o perfil comparativo das duas ilhas e seus disparates econômicos, sociais e urbanos – apesar de, geograficamente, serem parecidas. Em Singapura, as autoridades estão aumentando o tamanho da ilha, aterrando o mar, por falta de espaço para os habitantes e sua explosiva economia.

Singapura é o lugar mais caro do mundo para se viver e um dos maiores centros financeiros globais. Porém, até há algumas décadas, tinha altos níveis de miséria e pouco emprego, como tem hoje São Luís, dona de um dos portos mais profundos do Planeta. A cidade bilionária é repleta de arranha-céus, jatinhos particulares e Rolls-Royces – quarto país mais rico do mundo, apenas superado por Qatar, Luxemburgo e Macau. São Luís fica apenas na aparência geográfica. Já São Luís é rodeada de palafitas e invasões paupérrimas.

Mesmo assim, desde 2015, primeiro ano do atual governador, há uma tentativa de cooperação e troca de informações entre São Luís e Singapura. Em 2017, foi assinado o Memorando de Entendimento entre o Maranhão e a Singapore Cooperation Enterprise (SCE), organismo oficial de Singapura, especializado em planejamento e desenvolvimento econômico. O próprio vice-governador Carlos Brandão, que assinou o documento como interino, já esteve em Singapura, liderando uma comitiva de empresários. Eles foram conhecer a “Latin Asia Business Forum”, amostra de como se produz riqueza desafiando a natureza, em benefício de todos. Quem sabe, num futuro não tão distante, tenhamos em São Luís uma cidade-modelo de desenvolvimento.

Fora da agenda
Num gesto de cortesia, o governador em exercício Carlos Brandão saiu de sua agenda na sexta-feira para visitar o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), internado no Hospital São Domingos, após sofrer um AVC e passar por cirurgia. Dutra se recupera, mas as informações são escassas a respeito.

Queima geral?
Em meio ao torra-torra de ativos da Petrobras, em que o governo Jair Bolsonaro já arrecadou o montante de US$ 15 bilhões, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, prometeu ir mais longe. Vai vender o que puder à inciativa privada. “Vem muito mais”, anunciou.

Acima das ideologias
Ao se dispor a participar de atos oficiais do presidente Bolsonaro no Maranhão – logicamente se for convidado –, o governador Flávio Dino procura separar sua posição ideológica de esquerda com a de direita, do presidente, preservando, então, as instituições e os interesses do Estado.

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