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Partidos vivem tensão pré-convenção no MA

Raimundo Borges - Bastidores

Os três principais candidatos ao governo do Maranhão vivem dias de tensão na véspera do período das convenções. Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD) e Felipe Camarão utilizam-se de estratégias geográficas parecidas para chegar aos eleitores, mas seguindo por caminhos opostos. Brandão atua em duas frentes: uma utilizando-se da proximidade que consolidou com os prefeitos do interior quando secretário de assuntos municipalistas e outra frente de atuação se volta para São Luís, reduto principal do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) com quem polariza nas pesquisas de intenção de votos.

Brandão tem reafirmado o compromisso de continuar as obras de infraestrutura do atual governo e montar o plano de ação estadual, com a participação dos municípios e das regiões, valorizando as potencialidades locais, sintonizado com o contexto ampliado de fazer do Maranhão um estado desenvolvido. Ele sempre se reúne com a classe política municipal, deputados estaduais e federais, além do candidato ao senado Weverton Rocha (PDT). Ele é o primeiro nome da chapa de Orleans, ficando o outro para avaliar até o dia da convenção do MDB e coligados em 25 deste mês.

Orleans convocou o ex-prefeito de São Luís, ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior para vice, cuja estratégia é fortalecer o seu nome na capital, onde pretende dividir o eleitorado com Eduardo Braide. No contraponto desse movimento, o também ex-prefeito Braide tem intensificado as viagens ao interior, principalmente às grandes cidades. Ele buscou a vice Elaine Carneiro em Imperatriz, segundo eleitorado do Estado, no qual o adversário Orleans tem forte apoio do prefeito Rildo Amaral, do PP. Ironicamente, é a legenda do deputado federal André Fufuca, definido para uma das vagas de senador na chapa de Braide.

Se o deputado Pedro Lucas (UB) decidir disputar o Senado, pode ocupar a segunda posição na chapa de Orleans e dividir a Federação União Progressista no Maranhão, num imbróglio que vai desnortear a decisão do voto para o Senado. Já a candidatura de Felipe Camarão (PT) está “solteira” até momento: sem vice e sem nomes ao Senado. A convenção do PT está marcada para o dia o dia 1º de agosto. O seu líder histórico, Washington Oliveira rompeu com a decisão do partido lançar candidatura própria e anunciou apoio ao emedebista Orleans Brandão. Ele pode até retornar à Secretaria Estadual de Brasília. 

Por seu lado, Eduardo Braide tem dedicado grande parte de sua pré-campanha percorrendo os municípios grandes e pequenos, se apresentado onde não é conhecido e lançando as ideias que irão se tornar o plano de governo. “Meu principal aliado é o povo, não os políticos”, tem repetido, enquanto mantém-se afastado da polarização nacional entre o presidente Lula e o clã Bolsonaro. Para ele, a população está mais preocupada com os problemas concretos do Estado do que com disputas ideológicas nacionais, e, dessa forma, concentra suas ideias em desafios ligadas a educação, saúde, infraestrutura e economia.

Entre os pequenos partidos, o Missão é o último a apresentar o advogado André Luís como candidato a governador, buscando espaço no eleitorado de direita, enquanto a esquerda mais radical aposta em Enilton Rodrigues, do PSOL e Saulo Arcangeli (PSTU). Já o Partido Novo ficou sem candidato depois que Lahesio Bonfim desistiu da corrida ao Palácio dos Leões. Portanto, a tensão pré-campanha mais evidente está vivendo os grandes partidos que contam com candidato já definidos ao Palácio dos Leões, como o MDB de Orleans Brandão e PSD de Eduardo Braide, além de o PT de Felipe Camarão. 

Todos nos registros de pesquisas no TRE e no desempenho dos candidatos concorrentes.

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Raimundo Borges
Raimundo Borges Colunista