

Para começo de conversa, no entendimento dos sagazes da politicagem o eleitor é aquele que discute o mundo antes e depois de votar. No caso do votante, só vai lá para digitar o voto, nada mais, nada menos! Fazendo uma radiografia dos movimentos individuais de cada pré-candidato ao governo do Maranhão, registramos que o Lahésio Bonfim (NOVO) ainda está decidindo a hora de decidir quando vai ao intenso corpo a corpo da sua pré-campanha.
Vice-governador Felipe Camarão (PT) continua no “tempo de espera” para que o Lula (PT) decida se vai ou nem vem anunciar o nome dele como o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores ao executivo estadual, sobrevivendo na rejeição dos dinistas pelo Braide (PSD) e juntando a nenhuma atitude de proteção das forças ocultas do judiciário nacional quando da decisão do desembargador Bonfim em manter a CPI na Assembleia Legislativa do Maranhão, algo como um mal bom fim nas narrativas de proteção da toga. No passa a régua e faz a conta, sobra somente o golpe do STF contra o governador Carlos Brandão (sem partido).
Quanto ao Orleans Brandão (MDB) continua no abraço e suor buscando os votos individuais dos eleitores. Segundo os estrategistas da sua campanha, o emedebista prepara uma longa pauta de debate popular para discutir um Projeto Estruturante no Maranhão, nada do fadado “Plano de Governo”. Depois da consolidação do nome e imagem nos 217 municípios, a meta será ouvir e discutir as novas propostas e os projetos exitosos do atual governo e de governos anteriores. Sem nenhum susto, mantendo as ações do governo de Flávio Dino (PCdoB/PSB) que o Brandão duplicou, sem revanchismo. Parece que os poucos seguidores do legado do Dino tendem a ficar com ausência de conteúdo nos discursos!
Ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), mantém a caminha pelos municípios maranhenses no Banho-Maria, experimentando e tateando enquanto registra nas redes sociais o tal discurso do novo sem os tradicionais políticos, mas ladeado de velhos ocupantes de mandatos e cargos, todos de borda na atual composição dos poderes. Salgou, sem ainda experimentar, a água do Rio Tocantins com uma empresária do ramo de pneus, que segundo o pré-candidato, ela foi indicada pela Associação Comercial de Imperatriz. Curiosamente, nenhum dirigente sindical assinou em baixo a proposta de apoio da bolsonarista e fiel serva ao tradicional culto religioso.
Não existe muito tempo no calendário, quem sabe ela tem o dom de surpreender. Indecifrável, ficou o discurso do Braide contra a cobrança do ICMS pelo governo de Carlos Brandão, talvez não queira lembrar que tinha dinheiro no caixa da prefeitura, sem precisar de empréstimos, por causa dos bilionários enxertos financeiros do Bolsonaro (PL), na época da pandemia, da cota obrigatória e mensal enviado pelo Lula (PT) e, principalmente, pelos mais de 30% no rateio do ICMS entre os 217 municípios. Bom discurso para os votantes!
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