

Foi em meio a prazos apertados. páginas em fechamento e o som constante das teclas, que vivi uma das fases mais marcantes da minha trajetória profissional: meu estágio em um jornal que completa agora 100 anos de história. Foi um período breve no calendário, mas imenso em significado.
Ali entre reuniões de pauta e a correria do dia a dia que comecei a compreender o verdadeiro peso e a beleza do jornalismo. Não era mais apenas teoria, era prática, responsabilidade, compromisso com a informação. Cada texto revisado cada orientação recebida cada erro corrigido foi na verdade um passo importante na construção da profissional que eu viria a me tornar.
Mais do que aprender técnicas aprendi a observar a escutar e respeitar histórias. Aprendi que o jornalismo vai muito além da notícia. Ele é feito de pessoas olhares atentos e sensibilidade para traduzir o mundo em palavras. Esse estágio aconteceu em um momento de transformação pessoal. Era o intervalo entre o que eu imaginava ser e o que começava de fato a me tornar foi n’O IMPARCIAL que comecei de fato a entender meu lugar na profissão e ganhar confiança para seguir contando histórias.
Hoje ao ver esse Jornal chegando a um século de existência, sinto que mesmo por pouco tempo fiz parte de algo muito maior. Um espaço que forma transforma e deixa marcas em quem passa por ele. E a minha, sem dúvida, permanece viva. Como um ponto de partida cheio de significados na minha caminhada no jornalismo.
Hoje como apresentadora e entrevistadora de TV, reconheço o quanto aquela curta experiência foi fundamental. Foi em um jornal tradicional com sua história e seus valores que comecei a moldar a personalidade profissional que carrego comigo até hoje. Tive a oportunidade de aprender com quem fazia jornalismo de verdade. É por isso, que ver esse jornal completar 100 anos, celebro não apenas sua história, mas o impacto profundo que ele teve na minha formação.