

Abrimos o novo ano com uma liminar do Supremo Tribunal Federal concedida à Confederação Nacional da Indústria(CNI), prorrogando o prazo para a aprovação da distribuição de lucros e dividendos isentos de Imposto de Renda (IR) até 31 de janeiro de 2026, evitando que as indústrias sejam prejudicadas pela data estabelecida pela nova legislação, garantindo a isenção dos lucros obtidos em 2025, decisão judicial que trouxe alívio e segurança jurídica para quem produz, gera emprego e prosperidade para a nação brasileira.
No ano que passou o PIB nacional cresceu abaixo do esperado e a dívida pública disparou, impondo tendência de evolução moderada em 2026. O quadro de incertezas e de juros altos emperram a expansão industrial, abalam a economia e derrubam o emprego, elevando o custo da produção e dificultando a gerência e a atração de negócios para o país.
Todos os prognósticos indicam que este ano será atípico, cheio de turbulências e muitas dificuldades. Para modificar esse cenário, é preciso arrumar a casa praticando lições básicas, que se seguidas a risco, podem frear medidas populistas que impactam ferozmente a economia, descontrolam os gastos públicos e oneram as máquinas que acionam os poderes. Principalmente, agora, quando a corrida eleitoral se inicia, poderá causar sérios desgastes no controle orçamentário. É necessário estabelecer regras claras de responsabilidade fiscal com racionalização e compromisso com os gastos públicos em todas as esferas de poder, porque não existe crescimento econômico com gastança descontrolada.
Um ambiente macroeconômico adverso impõe restrição ao crédito, onera o negócio e desestimula a produção. É preciso fazer a escolha certa e evitar o desperdício de recursos. Temos que ter parcimônia com os gastos públicos deixando medidas populistas de lado. A frugalidade da nossa economia não permite exageros e nem descuidos fiscais mais aprofundados.
O setor produtivo do Maranhão tem sempre se posicionado por essas diretrizes, as únicas capazes de garantir o desenvolvimento social através do crescimento econômico, sempre com a forte participação do setor industrial. Porque a indústria é a mola propulsora de tudo. Temos que enfrentar seriamente o problema fiscal e o desperdício no país. O Estado brasileiro não suporta o peso dos gastos gigantescos que criam abismos desconhecidos à nossa realidade.
Caso o PIB não avance neste ano, a desaceleração significativa da economia mostrará sinais claros de mudanças de percurso. Mesmo por que o ambiente político-eleitoral será o termômetro e o foco das ações dos poderes neste ano. É bom lembrar que as agendas de interesse da nação precisam ser ressuscitadas, notadamente a da ética, da transparência e do aprofundamento moral, tão imprescindíveis para recuperar a cidadania e colocar o país novamente na trilha da seriedade, com consciência cidadã e cobrança da sociedade.
As classes empresariais vão continuar engajadas nessas propostas de interesse nacional. Chega de narrativas populistas expandindo a arrecadação e promovendo excesso de despesas, causadoras do apagão no mercado de trabalho. Vamos continuar nessa cruzada de promover um Brasil mais forte e preocupado com o cidadão. Um país comprometido com o crescimento, a oportunidade e a esperança.Um Brasil, em que a nossa e as futuras gerações se orgulhem de viver e possam construir dias melhores.
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