Rússia e EUA disputam o CLA

Enquanto uma representante da ONU para temas ligados às ciências especiais visita a Base de Lançamentos de Alcântara (CLA), para ver o que existe lá, a Rússia também está de olho no mesmo centro, localizado no lado norte da Baía de São Marcos, região metropolitana de São Luís. Rússia, que fica na mesma região de […]

Enquanto uma representante da ONU para temas ligados às ciências especiais visita a Base de Lançamentos de Alcântara (CLA), para ver o que existe lá, a Rússia também está de olho no mesmo centro, localizado no lado norte da Baía de São Marcos, região metropolitana de São Luís. Rússia, que fica na mesma região de Ucrânia, que já
manteve acordo de cooperação com o governo brasileiro sobre a exploração do CLA, agora deseja utilizá-lo para impulsionar a corrida espacial.

Um acordo em negociação Brasil/Rússia está sendo avaliado positivamente por especialistas em assuntos espaciais e defesa. Para Roberto Godoy, em entrevista à Sputnik Brasil, o que se pretende é queimar algumas etapas para o estágio seguinte. “Não é só [foguete de] órbita baixa, porque isso já fazemos aqui, mas para os foguetes que podem atuar em uma faixa mais avançada, levando cargas médias. Mas é óbvio que a Rússia tem anos e anos de desenvolvimento nessa área e seria uma contribuição espetacular”, analisa.

O governo russo já formalizou a proposta ao Brasil para fornecer assistência na criação de foguetes portadores das classes leve e média, e está apenas aguardando uma resposta de Michel Temer. Em contrapartida para o fechamento do acordo, os russos poderiam utilizar as instalações do CLA. Esse acordo difere da proposta norte-
americana, que levantou polêmica em diversos setores da sociedade brasileira em relação ao uso do cosmódromo maranhense.

A possível restrição de acesso de brasileiros à área, que ficaria sob administração dos Estados Unidos, já foi rejeitada pelo Congresso Nacional em 2002, inviabilizando o acerto. A negociação foi retomada neste ano. O interesse de outros países em firmar parcerias para o uso
da base brasileira, modernizada recentemente, justificase principalmente por sua posição no globo, que facilita e permite um rendimento maior e mais econômico dos lançamentos. A economia de combustível a partir de Alcântara pode chegar a 40% em relação a outras bases.

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