Ideologias

Ponte do recomeço: nem sar­neís­mo nem co­mu­nis­mo

A questão ideológica virou um dos bordões preferidos do presidente Jair Bolsonaro e seus ministros

Neste começo do governo Flávio Dino, eleito com 59% dos votos válidos, está de volta à questão ideológica, tema que também virou um dos bordões preferidos do presidente Jair Bolsonaro e seus ministros. Trata-se de um assunto ressuscitado no Brasil ao sabor da crise política e econômica. Contaminou até o Congresso Nacional, às voltas com a eleição do Senado e da Câmara, num ambiente mergulhado em assimetrias políticas, apropriadas ao confronto ideológico entre bancadas e os próprios poderes da República.

Ao tomar posse como governador no mandato que vai até 2022, Flávio Dino instituiu, por meio de decreto, uma novidade: o Pacto pelo Fortalecimento da Aprendizagem no Maranhão. Visa reforçar a colaboração entre Estado e municípios para a elevação de indicadores educacionais em todas as cidades maranhenses. Mesmo pela sua importância e urgência, o pacto, porém, só prevê parcerias públicas entre estado e municípios, deixando de fora as universidades, os sindicatos de professores e o setor privado.

Nessa questão não se pode deduzir qualquer viés ideológico na iniciativa. Mas é preciso e urgente – enquanto há tempo – de um pacto mais ampliado para todos os setores administrativos, institucionais e econômicos. Fora, portanto, do caráter ideológico. A ideologia, apesar ter sido exposta no passado como a ciência das ideias, no entanto, hoje  não tem o mesmo peso dado, por exemplo, por Napoleão Bonaparte, que a chamou de “deformadora da realidade”.

A nesses dias conturbados, as ideologias não põem mesa. Aguça o ódio e insanidades. Ao desenvolver sua teoria sobre ideologia, Karl Marx a concebeu como “uma consciência falsa, proveniente da divisão entre o trabalho manual e o intelectual”. Ele se recusou a analisar uma sociedade separada de sua condição social e histórica. Hoje, esse pensamento persiste, mas com interpretações na realidade dos dias presentes.

O governo Bolsonaro, por exemplo, traz uma nova divisão ideológica, carregada de incertezas que chegam aos estados. Seria relevante que, nesse meio nebuloso, as lideranças racionais, de lado a lado, começassem a construir a ponte para o recomeço, buscando um futuro menos dramático para o povo do Maranhão. Logicamente, sem dinismo, sem comunismo, sem sarneísmo, apenas com inconformismo diante da situação de todos.

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